27.12.09

heath...


well...



a problemática "heath ledger" continua assombrando - na melhor das intenções (?) - e resgatando uma memória um tanto quanto... delicada para essa que vos fala e que possui uma imaginação levemente... como posso dizer?... um tanto quanto... insensata.

sim, a última produção que heath ledger fez parte acabou de sair nos cinemas em terras estadunidenses, e o resultado só poderia ser um (no mundo esquisito em que vivo): uma mistura pretensiosa de desgosto absurdo pelo ato de ir ao cinema por si e um desejo sobrehumano de dar a última e decisiva espiada na vida mascarada daquele que a viveu em sua grande maioria diante das câmeras...

ah... que coisa estranha. é tudo o que posso dizer.

que difícil admirar a história frágil, mas tão obviamente próxima a tudo o que sou enquanto também preciso admirar o desejo de tal grupo de pessoas que fizeram de tudo para que o último sonho de heath não morresse... um filme remendado como esse porém feito de amor e dor só poderia dar em um resultado: uma obra de arte abatida porém manchada com todas as cores que uma verdadeira obra prima necessita para ser vista como tal, as cores de uma reflexão cansada de sonhos, mas que se joga por completo contra os mesmos, num último e desesperado ato contra tudo e todos... do jeito que tudo que terry gilliam faz deve ser e do jeito que alguém do tamanho e da simplicidade do heath ledger merece.


(terry gilliam e o elenco, junto dos produtores sem o heath)


the imaginarium of dr. parnassus é um convite que traz sofrimento para aqueles que ousam abrir o envelope e ler nas entrelinhas, mas como todo bom convite, ele é seleto e poucos entenderão o que o grande piadista por trás dessa nossa raça infame quis dizer com todo esse espetáculo irresoluto.




por sinal... como sinto falta de...le.




17.12.09

Alice, aquela que se auto-publica


Olá, olá...

Eu sei que ando sumida, desaparecida, abalada, descaminhada, apagada, ofuscada, regulada etc, etc, etc, mas decidi sair do meu auto-exílio para "publicar" uma "obra" minha aqui nesse mundo maravilhoso do "tudo é grátis, tudo é fácil" que é a internet.

Uma história um tanto quanto... fúnebre que eu escrevi há algum tempo, está disponível AQUI para que todos que estejam com alguma vontade de ler algo no computador ou no kindle (aquele aparelhinho onde o povo tem acesso aos livros em formato eletrônico) consigam ler o que eu escrevi também.

Cliquem no AQUI ali de cima ou no AQUI nessa linha e se divirtam (ou não) às minhas custas.

Obrigada a todos...

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14.12.09

like bogie and bacall



porque tudo na vida devia ser simples assim, como o bogie e a bacall...

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23.11.09

algum começo



No meio do verso, enquanto o tempo ainda não adquire aquele valoroso ar de cidade pequena, eu rodo a vagar esperando pelo próximo minuto em que estarei viva de fato sem preocupar meus poucos neurônios com qualquer coisa que não seja ser. Gostaria de estar pronta para isso, gostaria de cantar baixinho e chorar feliz, mas a verdade está longe disso e é por essa e outras razões que viver nunca me bastou. O que aprendi com a vida? Nada muito rigorosamente útil. Absolutamente. E enquanto os raivosos e os envolvidos gritam freneticamente, meus olhos observam enquanto o rapaz que me observa do outro lado da rua pensa que sabe o que eu esteja a pensar, mas de fato nem eu mesma sei o que se passa por trás de mim, muito menos por dentro ou até mesmo envolta. A dor é imensa, tão imensa que já não sei qual é sua verdadeira origem – já não sei se é origem ou ramificação – talvez até seja conseqüência, sendo o que for e sendo o que é, não sei ainda nomear qualquer coisa que venha e o que vem aproveita pra se instalar sem dó nem piedade, largando seus cômodos sem hora marcada ou qualquer recado na porta da geladeira. Meu ser teme e esse ser teme por ser, por debaixo do chapéu, por dentro do mundo, as ruelas foram de fato pequenas demais para que qualquer alma tenha tido tempo para se desenvolver. Eu grito e não sei mais como não ficar quieta, o som era demais para mim e talvez seja demais até para você. Tenho uma certa pena que misturada com a piedade que sinto se transforma numa verdade infiltrada e portanto – penso eu calada – vira eu mesma. Nesse momento a redoma é tudo o que tenho e é dela mesmo que morro de medo, enquanto busco o lugar menos confortável para que portanto eu possa revisitar a antiga vontade que tenho de ser qualquer coisa que seja, exceto eu mesma.

(...)


16.11.09

PARABÉNS JOÃO!



HOJE É ANIVERSÁRIO DO DIVINÍSSIMO JOÃO MENÉRES!

Pela pessoa que é, pelo talento e garra que tem e pelo carinho que demonstra, João merece MUITOS parabéns SEMPRE!

MUITOS BEIJOS AQUI DE LOS ANGELES PARA O JOÃO QUERIDO LÁ NO PORTO!


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numa noite dessas


"Os olhos, a boca, a linha dos ombros. Os olhos melosos, os dedos arredondados, as pontas delicadas que sem pretensão alguma tocam os cantos dos lábios que sorriem como sorriem os olhos que observam calmos, respirando com narinas entregues, com queixo erguido de ardor desesperado. Os brincos... os brincos que refletem as duas chamas que sobre a mesa iluminam pouco, enquanto ela inteira ilumina tudo aquilo que ele vê: a presença que de tão imensa, envolve a aura que ressurge como aquela que algum dia aprendeu a engatinhar em algum carpete empoeirado num apartamento qualquer em uma cidade construída em pleno deserto. As coisas que acontecem são poucas em comparação com a presença toda dela e ele não sabe mais como escapar. Ele já não sabe mais como..."


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14.11.09

Let's Spend The Night Together





No meu aniversário assisti um filme que por pouco não me deixou ainda MAIS feliz - porque vocês sabem o quanto eu detesto não ser completamente envolvida pelo filme que estou assistindo... Pois bem, PIRATE RADIO ou THE BOAT THAT ROCKED ou RADIO ROCK REVOLUTION ou qualquer coisa que você queira, foi simplesmente delicioso.

"1 Boat. 8 DJs. No Morals." É a história de DJs que simplesmente fizeram a felicidade de muitos jovens abafados e sem liberdade alguma enquanto os ensinava com o Rock que existe muito mais pra se viver lá fora do que permitia a vã filosofia de seus pais e familiares. Como sempre, a música salva a todos - literalmente.

Phillip Seymour Hoffman mais uma vez é genial e todo o elenco merece muitos aplausos... eu simplesmente queria me jogar pra dentro daquele barco mesmo enquanto o dito afundava. E assim que fui para a cama, com as palavras do personagem The Count e com os Rolling Stones na caixola...


"young men and young women will always dream dreams and put those dreams into song. "


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6.11.09

DE-OLHAR

Blog Gincana

Post escolhido: Choveu do blog DE-OLHAR.

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1) Por que escolheu essa?

Pelas imagens e pela poesia simples de suas legendas.

2) O tema é de seu agrado. Por que?

Sim.... amo a chuva!

3) Já frequentava esse blog? Caso negativo, qual foi sua impressão?

Não frequentava e fiquei surpresa com a qualidade e variedade dos temas desenvolvidos nos posts presentes...

4) Escolha uma imagem, destas postagens, para ilustrar sua resposta/tarefa.

5) Faça uma descrição do blog visitado. Comente todos os aspectos que te chamaram ( negativa ou positivamente) a atenção.

O Blog De-Olhar é um canto pessoal, a visão íntima de um mudo extremamente bem degustado e revisitado por alguém que parece ser aberta ao novo... sempre.

6) Coloque como título, de sua postagem/tarefa, o nome do blog visitado.

2.11.09

true, boy




"yeah... I know I'm going to hell in a leather jacket."

JC


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24.10.09

"free as a bird"


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enquanto não fosse, seria mesmo não sendo.

pensava quieta.

o ser era de fato a afirmação da verdade que não se via logo adiante, num plano presente dos acontecimentos. o fato era que tudo seria além daquilo, e somente ela - e ele, mas em segredo - poderia saber disso.

como? ela - nem ele - saberia responder, mas os dois tinham como numa folha impressa com sangue e linhas finas daquelas usadas em costura cirúrgicas, algo como uma carta adicionada ao tampão do peito que dizia que sim, aquilo era mesmo não sendo.

era uma certeza física por fim, uma certeza assumida por princípio.

era no entanto e sempre foi - só demorou pra ser assumida como fato consumado e inevitável mesmo sempre sendo.


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