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13.9.09

Ellie & Ellen / Neil in Between Segunda Parte

Pois...

O segundo "capítulo" está por aqui (clique no aqui).

Logo que chegar em Los Angeles, o que será por volta de dois dias, estarei de volta a minha casa que é meu blog querido e voltarei a visitar todos aqueles blogs que não sei viver sem!

Então não se preocupem que tudo ja volta ao normal por aqui...

Até!

***

18.5.09

minha angelina...


minha cidade dos anjos ontem passou por outro terremoto, de magnitude 5.0 e sem grandes danos. primeira coisa que fiz? mandar mensagem no celular dos meus amigos locais, todos responderam dizendo que estava tudo bem. segunda coisa foi pensar "mas essa terra está tão remendada... e se agora que eu quero voltar pra lá o 'grande' está para acontecer?", e pensando nessa e noutras possibilidades minha vontade é de mandar pararem tudo que eu quero descer. "vamos lá minha gente, arranquem Hollywood e os morros e vamos transferir tudo pra outro lugar, faz favor", mas acho que ninguém irá ouvir. o mais interessante é que vivendo com o constante perigo de se passar por um grande terremoto que possivelmente destruirá a cidade inteira como já aconteceu com San Francisco antes, em vez de desativarem tudo e realmente irem para outro lugar, todos ficam na mesma. será isso a falta de fé na natureza ou a falta de vergonha na cara e a tão humana preguiça de mudar a rotina falando mais alto mesmo?

***



7.2.09

"o nome da cidade cujo nome ache o mais bonito entre todos os nomes de cidade que você conhece."


Los Angeles
.


Os anjos. Mandados de quem? Ninguém. Observando, protejendo quem? Ninguém. Cantando, rezando, logrando, pedindo por quem? Vivendo, voando, amando, esperando, querendo por quem? Ninguém, ninguém, ninguém e ninguém. Nas poucas cores, nas cabeças ocas, nos olhos secos, peitos feridos, nas mãos vazias, nos arranha-céus perdidos... nos morros pouco escondidos, nas vidas sempre alheias, entre os céus de um intenso azul e as copas das árvores mais verdes enfileradas pela Sunset, nos ombros duros, nos braços fracos e esburacados, nos sonhos rolando pelo concreto mais cinza que há, eles correm. Sem vontade, sem amor ou respeito, sem tempo, os anjos pecam. Na falta de beleza, na falta de realeza, na abundância de uma fortaleza de papel, espreitam. Por seus cantos escuros alguns alcançaram um mundo inteiro com seus tons quase quentes e para lá voltaram sem esperança ou fim... Alguns acabaram parando por lá, tentados e tão arrasados quanto vazios e prontos para o grande nada chegar, sem qualquer alarde, qualquer brilho no olhar... É lá que fica uma parte de mim. Morta. Redonda. Irreal... É nesse nome que pensam quando se espera por nada e se recebe tudo. Tudo de mais triste, de mais desumano vem de lá. Tudo que é morto e vive, pedindo por mais vem de lá.

E enquanto o sol se põe -- no seu porto certo -- muitos mortos-vivos quietos esperam pela hora que manterá suas almas já perdidas em algum pedestal, eternamente numa praia chamada Malibu, ou num morro chamado Hollywood...



***



Même enviado por Papagaio Mudo.




Regras:

1. Escolher o nome da cidade, atual ou da antiguidade, cujo nome ache o mais bonito entre todos os nomes de cidade que você conhece.

2. Postar uma foto dessa cidade

3. Escrever algo, ou alguma referência sobre a cidade escolhida.

4. Indicar três pessoas para fazerem a mesma coisa.



Meus indicados:

Todos aqueles que lêem o meu blog!




Boa sorte!



***



imagem: Garry Winogrand, 'Los Angeles, California', 1969.

13.10.07

verdades, mentiras e impressões de Hollywood


gente!
  • as calças americanas são realmente ridículas. quase todas terminam bem embaixo do umbigo, mas por uma força do meu sangue brasileiro minha bunda fica bem em todas! o negócio é cortar a parte de cima fora!
  • o ar daqui, por incrível que pareça, é a coisa mais nojenta que já respirei, e olha que eu sou de são paulo, nascida, criada e "mal"-criada por são paulo...
  • mr. bungle rocks!
  • tô com uma tosse que tá arrancando minha garganta fora! culpa dos oitenta milhões de fumantes dessa cidade sujinha.
  • adoro o quanto tudo é precário por aqui... a comida, as lojinhas, as conclusões.
  • sean penn é o rei de hollywood.
  • fiz um vanila latte pra eva longoria e ela adorou! não sabia nem o nome dela, mas posso falar? ela é feiiinha....
  • aqui não chove nunca e quando chove acontece o esperado (por mim) caos! aquele caos que acontece quando gente muito muito muito desprovida de senso crítico se encontra em uma situação diferente... pelo visto, aqui tem muita gente assim!
  • bed bugs são insetos necessariamente norte americanos.
  • carpete é a pior coisa já inventada pelo homem.
  • eles acham brasileiros suuuper cool só que mal-educados!
  • ninguém faz café como o Donny faz (ele trabalha comigo).
  • músicos são uma praga, atores são um vírus e tarados são uma realidade.
  • enquanto o halloween não chega, podemos nos deliciar com a visão da calçada da fama num sábado logo após o almoço, onde todos os tipos de malucos passeam para cima e para baixo tirando fotografias de mãos e pés impressos no cimento...
  • o teatro chinês é mesmo um teatro chinês, mas só passa filme daqui.
  • melrose é feia pra burro.
  • ainda me sento na calçada de vez em quando e olho em volta esperando encontrar o eddie andando por aqui.
  • sinto uma falta de pão de queijo que dói na alma!
  • o maior imbecil que conheci nessa cidade é brasileiro e dono de um dos restaurantes - brasileiros- mais badalados de LA.... que ridículo!
  • um dos caras mais gente fina que conheci aqui é argentino! viva maradona!
***

25.10.05

senhores... divinos








então... não resisti ao filme em que o Heath Ledger participou, o Lords of Dogtown.



domingão, peguei meu irmão skateboarder wanna-be e sentei na cadeirinha do cinema. o filme começa, se desenrola e termina como pensei: californiano que só... e por alguma razão não gostei do filme, mas pesquei nas entrelinhas as palavras do Peralta (que é uma das personagens do filme e o cara responsável pelo roteiro do longa) e as vidas de três rapazotes completamente entregues a um sentido na vida, chegar ao pico. e que pico?
cada um deles tem uma visão desse ponto máximo, dessa riqueza de quem não tem onde cair morto, de quem só tem a adrenalina alimentando sua vida. e tudo isso que eu vi fez com que eu tenha me entregado por duas horas. não o filme, mas a história me tocou pois realmente é muito real. real e próxima. real e viva.



e sabe o que me deixou triste?

que o Heath (um de meus heróis) quase não aparece!




mas a vida continua...