12.11.06

todo dia de manhã venho ver você. espiar o que você faz pela janela...

11.11.06

meu erro.

não me arrependo do tempo perdido, do sonho.
da viola sem corda, dos dias molhados e bambos.
não me arrependo de quem fui.
quem fui foi manifesto, foi direção, quem sou.
não me arrependo das palavras, dos ventos para o norte,
do tempo quente que anseia por mim.
não me arrependo do que me aguarda.
não me arrependo dos dias mais decididos.
mas gosto mais dos dias duvidosos.
não me arrependo das vidas que vivi.
não me arrependo do que senti, da náusea, da cegueira (mesmo que temporária),
não me arrepndo da minha ilusão.
a ilusão é boa e é ruim. não me arrependo de ser ruim, porque nunca fui.
não me arrependo de chorar na rua, no carro
de chorar no ombro, no telefone, em frente ao computador
sobre um teclado, tomando sorvete, debruçada sobre o livro do rimbaud...
simplesmente não me arrependo de chorar, todos os dias.
não me engano fácil e não me arrependo de não ter me enganado...
não me arrependo das caras amarradas, dos gritos estridentes
do beijo que foi e do que não foi,
do queijo que roubei e da saia bonita que eu rasguei.
(não me arrependo de enfiar o dedo na tua cara)
de pedir pelo que é real e do coração.
não me arrependo de pedir tudo o que vem do coração só pra mim.
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não me arrependo de nada.
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esse é meu erro.

um motivo são pra chorar

já vejo sua rua como uma extensão da minha. como se todas as ruas fossem a mesma rua, só uma. como se a distância fosse igual a de um sorriso, largo e esperançoso. pedindo por uma mão que acolha as lágrimas. como é bom ser cafona, eu acho. tudo acaba em lágrima. salgada e pura, triste e única. água do corpo que é resto do que está lá dentro, transbordando pra todos os lados. muito amor, muita consciência. transbordando. nessa rua, extensão de todas as ruas do planeta, as lágrimas geram vida nas suas mãos. finalmente sei bem que lágrima é cafona por bons motivos. motivos sãos.

10.11.06

i love you, plant.


"How can you consider flower power outdated? The essence of my lyrics is the desire for peace and harmony.
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That's all anyone has ever wanted.
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How could it become outdated? "

i heard the wind, and he spoke to me

"quem não perdeu um sonho aqui?"
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já ouvi essa frase...
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dias chuvosos tem o poder (e o dever) de trazer à tona o que é próprio do fundo. o que é do que tem que ser cavocado... o que está empanado lá no inteiro. e às vezes, buscando o inteiro você percebe que encontrou o quebrado. o estraçalhado e o picotado presente na sua essência.

8.11.06

8 de novembro de 2006. OUTLAWED.

você nunca vai olhar para as suas mãos da mesma forma.
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as mãos que tanto afagam, estrangulam.
as mãos que aquecem, massacram.
as mãos que cuidam, matam.
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você nunca mais vai questionar o valor de um ser humano.
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os olhos que brilham quando amam, também brilham quando sofrem.
os olhos que pedem em silêncio por ternura, também pedem por comida.
os olhos que temem não abrir mais, também temem não ver mais.
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você nunca mais vai querer viver.
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porque quem não pode viver, clama por vida. quem vive ignora quem precisa.

'>.

sonho bom, enfim

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tive um sonho hoje que não quis dizer nada, que não explicou nada, que não me trouxe nada de novo ou velho, que não abriu portas, que não escancarou janelas e que não me deixou nem feliz e nem triste. foi um sonho. mas não foi só um sonho. tinha um quê de especial que eu nem sei porque tinha, mas tinha. um toque de claridade que fazia tempo que não me ocorria. é... os tempos estão mudando, estão mudando em mim e nos outros também. as palavras se formam mais a vontade e a mente já não parece mais um quadro com palavras emaranhadas de todas as formas e cores. ao acordar logo percebi minha nudez em meu sonho, como foi tudo simples. percebi o quanto estava pura e aberta, serena e lúcida... plácida. queria tanto poder dizer ao meu pai isso, com firmeza abrir bem os olhos e falar "pai! meu sonho hoje foi lúcido"! ele teria muito orgulho de mim, daria risada e continuaria comendo o seu mamão... nunca mais comi mamão depois que ele se foi, mas meu sonho foi bom.

7.11.06

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o passo atropela os sentidos esperam rimas prontas entregam papéis de parede gratuitamente atráves de enredos prolongam o fim pretenciosos vendem sua pele nas ruas correm por você sem você perceber lobos atacam seus filhos perdendo a fé no que pode ser bom. é, tá bom.

lou salomé


"o amor é o ponto onde o egoísmo e o esquecimento de si se encontram."

6.11.06

rock is a process



"(...) Rock ‘n’rolland Bob Dylan exploded from the slowly evolving folk traditions of Dave Van Ronk and Ritchie Havens and embraced the rock form by sheer force of willis getting old. If it embraces the issues of ageing, it will age. Or would you say it is becoming universal now, free of limitation and constraint? Against all the odds I put up in my own jaundiced middle-age, rock is not dead. Neither is it right. Or wrong. Or a new religion. Or an answer. Or even a question. It’s a process. An island. Walk on, walk off. The kids in my imaginary band The Glass Household in Wire & Glass describe the process as breathing, exploding, imploding, climbing a stairway to a door made from a mirror, and walking through, expecting oblivion in a Black Hole, instead finding a slow after-show party. (...)"


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pete townshend sendo brilhante nos seus diários em seu site....