19.7.08

quero ser Jancee Dunn!

Jancee Dunn


saiu o livro absurdamente esperado por mim da jornalista Jancee Dunn, e o pior é que eu ainda não o tenho! sabe sobre o que é? sobre entrevistar gentes pela revista rolling stone, sobre passear pelas montanhas com Brad Pitt, ser confundida com a namorada do Ben Affleck, pegar o Ozzy num dia ruim... ai! daria bastante coisa para ter esse emprego, mas não muita! há! enfim, logo mais terei que ler o livro, de alguma maneira ou de outra ele tem que acabar dentro da minha bolsa...

***

sobre Jancee Dunn: o pai de Jancee era um orgulhoso trabalhador em uma das lojas JC Penney, tão orgulhoso que colocou o nome de Jancee (uma forma de chama-la de J.C) em sua filha... conseguiu o emprego tão desejado na Rolling Stone através de um executivo da revista em uma festa em 1989, ele entregou o currículo dela ao RH da revista e foi chamada pra uma entrevista. mesmo usando um vestido horroroso ela ganhou a confiança do entrevistador e foi contratada como assistente de edição. ela também escreve pra inúmeras revistas e para a MTV. enfim, quero ser como ela quando crescer.

15.7.08

tertulia!


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pois o melhor lugar do mundo são teus braços
dentro dos teus olhos, olhando nos meus
dentro do peito, o meu coração batendo no teu--

pois o lugar que mais me acontece
é
o lugar em que você acontece,
em seus tons únicos, de cores fortes
de lábios que vivem a falta do arrependimento nosso
a falta de querer qualquer outra coisa
que não seja
nos dois.

pois o melhor lugar do mundo
está onde você está.



***

12.7.08

porque eu acho que vou chorar?

porque ele era quase parte de mim... e se eu falo isso é porque - e quem me conhece sabe muito bem - eu criei minha cabeça, minha forma de olhar o mundo, minha maneira de tocar as pessoas e guarda-las em mim através dos filmes. não estou sendo metafórica, estou sendo realista: eu cresci imaginando que SIM, viveria minha vida em um filme e os personagens não seriam nada mais que meus companheiros de estrada, seja ela dourada ou de concreto cinza, seja o cenário primaveril ou alguma guerra perdida...

uma das pessoas que caminhou comigo um bom tempo nessa estrada meio incerta foi ele. de um jeito ou de outro, sempre achei que ele estaria ali, bem do lado, meio quieto do jeito que ele foi em todos os outros 'sonhos', bem parte do que eu imaginava ser o tipo de ser humano que deveria ajudar a retomar o mundo e cuidar dele, de verdade.


eu sei que vou chorar quando o ver pela "ultima vez" - sim, vi TODOS os filmes que ele já fez, mais de uma vez e BEM antes dele ter morrido - e não é como se eu visse alguém antes de morrer, sabendo de sua morte, é como rever mais um companheiro que largou minha mão lá atrás em alguma fotografia embaçada, é uma tristeza enorme que eu não sei nem como expressar.

de alguma maneira ele também me ensinou a ser, a ele sou grata eternamente, mas depois do que aconteceu nunca serei capaz de retribuir.





enfim, no fim eu digo:

perdi um pouco do olhar de crian
ça que ainda tinha quando ouvi no café Audrey no meio de Hollywood que ele havia morrido, e perdi um pouco mais de vontade de ir ao cinema.



***

11.7.08

eu participarei!

como retirado daqui.


TERTÚLIAS VIRTUAIS

Numa ligação transatlântica com o Eduardo do "Varal de Ideias" decidimos propôr um desafio a todos os bloguers interessados. No dia 15 de cada mês iremos publicar em simultâneo um texto/imagem (ou só uma das coisas) subordinadas a um determinado tema previamente anunciado. A liberdade é total.
O tema para 15 de Julho é "O MELHOR LUGAR DO MUNDO". Cada um interprete à sua maneira. Vão pensando. Mais perto da data voltamos a avisar.
jp



Este foi o POST do EXPRESSO DA LINHA do dia 18 de Junho.
DIVULGUEM e PARTICIPEM!

8.7.08

If Only - terceira parte

para quem se perdeu aqui está a primeira parte da história e a segunda. logo abaixo está a terceira, quentinha, acabou de sair do forno!

aproveite!

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dois anos haviam se passado e camille se preparava para mudar. enquanto encaixotava livros, revistas onde publicara artigos, fotografias e quadros lembrou-se daquele velho poster dentro do seu armário. abriu a porta e encarou os mesmos olhos que deixou escapar há um certo tempo atrás. por alguns instantes distensionou todos os músculos da face e fechou os olhos pra não ver mais nada... tateando a porta, arrancou o poster deixando rastros da cola na madeira escura e o amassou por completo, assim abrindo os olhos e jogando o poster fora. passou o dia fazendo isso: encaixotando e jogando fora coisa que não prestava. à noite o telefone toca.


-alô?
-camille?
-yep. julie?
-sim!
-meu deus, achei que ce tivesse morta!
-para camis!
-hahaha verdade! nunca mais ouvi notícia...
-a vida aqui tá difícil...
-achei que não tivesse não! na última vez que nos falamos você tava amando e toda feliz!
-ah mas sei lá, a vida não é como era naquele tempo...
-você fala como se tivesse passado uma década!
-pra mim foi!
-louca!
-virada!
-boba, não sabe nem xingar!

no telefone era julianne, amiga de infância de camille. não se falavam desde que julie se mudou para a Irlanda, "pra fazer o que eu não sei!" era o que camille pensava...

-então camis, to aqui em Portland.
-o que!?
-é o que você ouviu tonta.
-ai que maravilha! ainda bem que você chegou agora porque eu to me mudando.
-quando?
-em dois dias!
-pra onde?
-pra NY.
-ah para!
-verdade caramba.
-fazer o que lá?
-fazer tudo! advinha?
-o que? casou?
-não...
-então o que?
-o que eu sempre quis fazer na merda de nova york sua louca?
-hmm, sei lá!

camis girava os olhos enquanto andava pela casa, julia continuava a mesma!

-eu vou ter uma parte no programa do Henry Jones!
-tá zuando!
-não! ele me contratou, pessoalmente, e eu vou lá semanalmente pra falar sobre a política atual e coisinhas do gênero... ce acredita?
-caiu nas graças do homem!
-sim!
-caiu na cama também?
-não!

as duas riam e voltavam a lembrar de como eram próximas há um tempo não tão distante assim...

-quem diria hein, camis?
-é... e você tá aqui pra que?
-voltei a morar aqui.
-sério?
-sim.
-ah! isso é muito bom, você era feliz aqui eu acho.
-também acho, mas agora triste pra burro.
-porque eu to indo embora?
-é claro!
-não fica! vamos nos ver vai, me passa o endereço da onde ce tá, vou te buscar amanhã.

ela anota o endereço e dá boa noite falando que está cansada. ao desligar o telefone, ele toca de novo. ela olha pro relógio que marca 11:29 e pensa "ai não creio que ela tá me ligando de novo! tá tarde", mas ao olhar pra tela percebe que o telefone que aparece ali não é o mesmo. atende mas a pessoa do outro lado não responde, então ela desliga e se prepara para ir dormir.

***

na manhã seguinte, acorda com o seu cachorro bubba lambendo sua orelha...

-tá achando algo interessante aí bubba?

faz tudo que sempre faz, seu café com leite, suas torradas light com cream cheese light com ervas finas, um copo gigante de água, banana amassada com aveia e mel numa bandeja enorme na mesa de centro da sala... televisão ligada no site de notícias e camille murmurando pra si mesma enquanto ia de um lado para o outro "bullshit, bullshit, bullshit"...

até que um nome chamou a sua atenção. da televisão ela ouviu:

"steve everston, líder do grupo de rock baylock baseado em portland fala ou vivo da parte baixa de Manhattan, protestando contra mais uma tentativa do governo de invadir o irã"

camille corre para a sala e aumenta o som pedindo pro seu outro cachorro gipsy, ficar quieto. a notícia continua e mostra cenas ao vivo de steve em um palanque improvisado, atrás dele os prédios de NY, ao seu lado famosos músicos, escritores, atores e gente de grande importância pública apoiando seu discurso. camille logo nota seu novo chefe, henry Jones ao lado de algumas dessas celebridades. não sabe o que fazer mas tenta prestar atenção apenas no que steve fala, a câmera chega bem próxima de seu rosto, seus olhos continuam os mesmos, enfurecidos, sua barba agora muito mais crescida, seu cabelo muito mais bagunçado. o repórter corta a sua voz e diz que muitos "ao redor de todo o país estão simultaneamente protestando contra a nova e não-declarada guerra". o telefone toca assustando-a, e ela não decide atender, fica apenas paralisada a frente da tevê, quieta.

o telefone toca novamente, e certa de que era julie, atende enfurecida:

-caramba Julie, agora não é hora!
-camis?
-eu?

para sua surpresa, não era Julie, era Steve.

-Camis, ce tá me ouvindo?

era muita gritaria e ela mal entendia o que ele falava.

-mais ou menos! acabei de te ver na tevê!

-é! meu discurso acabou de acabar.
-eu não to crendo! eu não fiquei sabendo desse protesto.
-não foi como a mídia anunciou... não pretendíamos fazer nada disso!
-então...
-foi complicado, eu to em NY e o henry me disse que você está vindo pra cá.
-sim! ele me contratou, acredita?
-sim... a gente se fala quando você chegar aqui, está bem?
-ok.

o barulho era intenso, e steve precisava partir.

-viu, eu te quero bem.

a linha caiu antes que ela pudesse falar qualquer coisa. na televisão um comercial qualquer passava e prontamente ela desligou tudo. se vestiu rapidamente e foi tirar seu carro quase nunca usado da garagem, sua amiga a esperava.



***





***

tem entrevista nova

(ou melhor, essa é a PRIMEIRA) aqui!


***

5.7.08

If Only - segunda parte


mas o querer tinha hora marcada.


os corpos estavam tão próximos que não parecia mais outono lá fora, mas era! o vento soprava forte, e a grande árvore batia incessantemente suas folhas contra a janela. camille soltou a mão que era carregada por steve, se virou tão rapidamente que mal teve tempo de respirar, ficou sem fôlego e sem voz, andou ate a janela e tentou em vão soltar algumas palavras. nada aconteceu. ele ficou quieto olhando os cabelos longos dela, os ombros arrepiados dela, seu corpo quente olhando a rua fria la fora. ele também perdeu a voz, mas porque sentiu que devia, nada lhe faltava ali, mas por um fio podia perder tudo...

eles ficaram parados, do mesmo jeito até que a voz voltasse a ela. gaguejando, incerta se era isso mesmo, disse enquanto olhava pela janela:

-eu acho que preciso fechar a porta...


assim que ela terminou a frase, voltou-se para onde ele estava antes, mas só para encontrar o vazio. ela ouviu o bater do portão, e seu pastor australiano anunciando que alguém havia acabado de partir. não quis olhar pela janela logo em seguida, mas desistiu de resistir e correu pela porta da frente e para a rua onde não encontrava mais sinal dele. "se era pra ser assim, porque foi?" se perguntava enquanto o vento soprava l
á fora e a noite tomava conta.

ainda permaneceu de pé, em frente de sua casa por mais alguns minutos, queria voltar pra dentro para encontrar ele sentado no sofá, mas até disso ela tinha medo.




CONTINUA...



*foto por leonardo wen

my funny valentine... stay.


uma das cançoes de amor mais fortes que eu já ouvi, e também uma das mais simples e obviamente mais reformuladas e regravadas do mundo - na minha humilde porém insistente opinião- é my funny valentine. me parece ser a canção que mais prova o amor, da maneira mais escancarada possível, com as palavras mais simples que alguém poderia usar...


my funny valentine escrita por richard rodgers e lorenz hart (foto acima) em 1937 aparecendo em 1300 albuns, gravada por mais de 600 artistas diferentes.

My funny Valentine
Sweet comic Valentine
You make me smile with my heart
Your looks are laughable
Unphotographable
Yet you're my favourite work of art

Is your figure less than Greek
Is your mouth a little weak
When you open it to speak
Are you smart?

But don't change a hair for me
Not if you care for me
Stay little Valentine stay
Each day is Valentine's day

Is your figure less than Greek
Is your mouth a little weak
When you open it to speak
Are you smart?

But don't you change one hair for me
Not if you care for me
Stay little Valentine stay
Each day is Valentine's day




***




4.7.08

tenho um novo endereço, e esse é absolutamente definitivo:

www.thedharmabum.org



todos os links que estão aqui, estão linkados também lá.

***

1.7.08

If Only - primeira parte


depois da longa conversa ele se levanta rápido apontando para o fundo do café. ajeita o chapéu já de pé e caminha ate o banheiro nos fundos. ela, ao ver o garçon passando, pede a conta que gentilmente faz que sim com a cabeça e limpa a mesa. ela observa os quadros na parede, mas logo cansa e se volta pras fitas e pro gravador velho que gravou toda a conversa. enquanto os organiza na mochila, de tempos em tempos volta o olhar para os fundos, procurando por ele - que demora! - ela pensa. o garçon aparece com a conta e pergunta se quer que ela espere por ele, ela diz que não baixinho deixando o garçon um pouco confuso, mas logo o entrega seu cartão,

- pode por tudo aqui e obrigada!

assim que o garçon se vai, steve volta sem o chapéu e se senta a frente dela.

-cadê as xícaras, camis?
-o cara já levou, cê ainda tava tomando?

-não, mas achei que a gente fosse ficar mais tempo.

-não posso! a cachorrada ta la em casa passando fome!


o
garçon volta com o recibo e a caneta pra ela assinar, steve leva um choque e pergunta porque ela pagou tudo sozinha, ela só sorri e assina. o garçon agradece e ela tira da bolsa uma nota de dez dólares e põe debaixo do cinzeiro.

-ta pronto?

-to.

eles se levantam e ele prontamente pega a mochila dela e a coloca nas costas. enquanto eles caminham o silencio começa a ficar um pouco desconfortável.

-você esta vindo comigo pra casa?
-humm... acho que sim! vou te ajudar com essa mala aqui, ta pesada.
-ai não precisa se for por isso!
-precisa sim!


eles sorriem, mas ela não consegue olhar para os seus olhos. esta bem frio e as folhas que caem nesse começo do outono parecem que vem de todas as dire
çoes. ela observa a sombra dele na calcada, misturada com a dela e pensa que e a perfeita combinação de massas... sorri enquanto ele tira do bolso algum dinheiro, tentando fazer com que ela não perceba coloca as notas no bolso da mochila, no entanto, ela percebe e finge não notar.

-
é aqui.

ele caminha logo atrás dela enquanto o vento fica mais forte. com uma certa dificuldade abre o portão de uma casa pequena e muito antiga. ela pede pra que ele a siga ate os fundos:

- a porta da frente é um saco de abrir!

ao chegarem no quintal um dos cachorro de camille começa a latir e abanar o rabo,
é um belo pastor australiano. steve hesita mas se sente confortável quando percebe que o cachorro também esta feliz com a sua presença.

- cê quer entrar e tomar algo? eu tenho aquele livro do Thoreau que eu te falei? quer que eu pegue?

-seria otimo!


ele entra meio sem graça e da de cara com a cozinha mais aconchegante em que já esteve. ainda com a mochila nas costas observa os quadros na parede, a forma em que todos os objetos estão postos, a grade na parede com temperos de todos os tipo, os livros de culinaria e na geladeira algumas fotos e imas diferentes. um chama a sua atenção, ele chega mais perto pra ler novamente.
"não questiono a existência humana, mas suas necessidades modernas" e logo abaixo as inicias S.E.

camille logo aparece de volta na cozinha com o livro na mão e se depara com ele observando a geladeira.


-o livro esta aqui, Steve. -- sem resposta ela tenta mais uma vez - STEVE?

-sim... opa, obrigado!
-você quer algo pra beber? cê bebe algo que não seja vinho!?

-não! você tem vinho?

-tenho...


em duas taças completamente diferentes uma da outra ela põe um pouco do vinho tinto que tinha na geladeira.


-chileno?
-sim!

-muito bom...

-põe a mochila no chão, ninguém vai rouba-la de você aqui!

os dois dão risada e ela caminha para a sala de estar. sem o peso nas costas ele a segue com e fica ainda mais maravilhado com o que vê, a casa inteira parece que saiu de um filme bom. toda a arte na parede era relacionada a musica, as cores e o aroma da casa o fazia sentir como se não precisasse pedir licença. ela pede pra que ele se sente e fique a vontade e acende duas velas sobre a mesa que tem o seu computador com fotos como prote
ção de tela e vai dar comida aos dois cachorros. ele bebe o vinho e folheia o livro. la fora vai escurecendo e para sua surpresa, steve se depara com um grande cachorro branco, ao seu lado, lambendo suas patas. ele sorri e passa mão nessa grande mistura de husky com pastor alemão.

-como
é o nome dele, camis?
-é fácil!
-
é?
-sim... advinha!

-ai não faz isso!
-vai, cê consegue.

ela senta ao lado do cachorro que logo passa a lamber as mãos da dona.
-wolf?
- não!
-buddy?

-credo! eu la tenho cara de por esse nome em cachorro?

-não... haha

-então!


ele coca a cabeça, olha para o cachorro, olha pra ela e não consegue pensar em outro nome...


-meu deus, steve! ta na cara!

-o que!?
-cê não viu aqui a coleira dele? tem o nome GIGANTE escrito!

desacreditado ele se volta para o cachorro e percebe o nome em letras garrafais: BUBBA.
os dois dão risada e ele a conta sobre seus cachorros em sua casa e como eles são completamente indisciplinados. ela o observa, o vinho começa a deixar-la com o olhar mais doce, os olhos dele parecem de sonho - quanto tempo ela esperou para te-lo tão perto, e que honra sentia quando ele chamava o seu nome. algum tempo se passara e ele se levantou para pegar mais vinho. da cozinha ele grita:

- essa frase
é minha, camis!
- a que esta na geladeira?
-
é!
- sim... você tinha que ver meu quarto!

o silencio acompanha a ultima frase dela, e logo ele surge da cozinha com os olhos arregalados:

- o que você falou!?
- você TEM que ver meu quarto.

ele sorri, traz as duas taças cheias e com uma Mao entrega uma delas à camis enquanto com a outra puxa a mão dela como se pedisse para se levantar. sem palavras ela olha pra ele e fica de pé, logo pensando que não deveria ter falado o que falou.

- o que? - ele faz um sinal com a cabeça e com os olhos como se pedisse "vamos la" - o que? quer ir no..? - ele faz que sim com a cabeça e toma a taça inteira de vinho de uma vez.

mão com mão, ela o leva at
é o quarto.

-não assusta que eu não sou tão esquisita assim...

ela abre a porta e acende a luz, a principio um quarto de uma mulher jovem, mas ao mesmo tempo cheia de historias pra contar. pinturas, fotografias, livros... roupas espalhadas no chão, não aos montes, apenas mostrando como demorou pra se arrumar para vê-lo... a mão dele aperta com forca a mão dela ao ver um poster enorme dele na porta de dentro do armário, que estava aberta, escancarada... como o peito dela estava agora para ele. só agora, nesse minuto, só nesse começo de noite fria mas que queimava a boca do seu estômago como nunca havia queimado antes...

ele tomou a taça de sua mão e a colocou no chão. os seus olhos não paravam de encontrar fantasias no olhar dela, de repente ele o viu ali, dentro dos seus olhos castanhos brilhantes.

-você trancou a porta?
-não...

a respiração era afobada, os corpos eram imas e nada mais cabia naquele quarto a não ser o querer...



CONTINUA...