13.8.06

a cantada do século...nonfiction anyways...



"i don't know my telephone number
but you kiss good and i'd like to see you tomorrow
and i don't beg, i pay, i don't barter
and if we had a child i'd like a son,
not a daughter
'cause she'd be just like you
you know that would not do
i'm no builder, i'm no gardener
i sing some songs, have a friend
who's a photographer
there ain't no other language
i know how to speak
.

some like their water shallow
and i like mine deep
.
tied to the bottom
with a noose around my feet...

the clouds conspire
above my head
i overheard them
say "i wish he was dead"
today the sunset
burned my eyes
and in the next room i hear someone cry
i like to dress up like the jury
to eat like a king, to poke fun at clergy
to talk like dirt
to love yo like tar
but never fall in too fast
with my north star

while you pull your hair out
i buy the drinks at the bar "


9.8.06

eat me. alive.

dream, you dream. me.

super-mercado

eu, presa nesse supermercado. allen avisou mas não conseguiu me deter. eu, aqui, presa nesse supermercado de gente, supermercado de informações e de gente. lotado. o que o antônio banderas faz em pé na porta? não sei! sempre tive essa ilusão de que essas portas automáticas um dia entrariam em pane e deixariam todos trancados do lado de dentro. tenho fobia de portas automáticas. por todos os lados as pessoas parecem preocupadas com qualquer coisa que seja simplesmente alheia a felicidade. tudo se resume em uma eterna vontade de ter mais do que se dá pra levar, dentro daquelas cestinhas sujas, dentro daqueles carrinhos velhos... esse supermercado tem o teto assustador. é alto e é branco, pra dar a impressão de espaço livre... livre? não, só de espaço. tudo está vivo no supermercado. as latas de leite condensado, os pães e até os materiais escolares estão passeando por aí, tomando conta da gente com esse olhar suspeito de quem diz que está muito triste fazer parte desse mundo do um minuto. um minutinho pra ir, outro pra voltar. um minutinho pra acabar, pra começar, pra amar, pra querer e pra não querer mais. um minuto pra saber, um minuto pra deixar pra lá, um minuto pra sentar e chorar. mais um minuto e todos os minutos viram um minuto pra quem não liga pra um minuto a mais ou a menos, enfim, um minuto apenas e eu já vou me retocar... esse mundo não tá pra peixe, mas o supermercado está! e ele vive só pra me assustar e pra me deixar perplexa com a cara do mick jagger no poster, com a hello kitty copiada e colada em todos os cantos, com a assolan recriada em série por todos os lados... agora chega! eu vou pra longe daqui...

7.8.06

and god made the robinsons


"...there's a passion in being alone, a grace in a loveless time...

.
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..
there's no new cross, there's no new sign
only the sun and the changing tide..."

sei lá, não sei

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te quiseram pra ti mesmo e você meio tolo se calou. esperou um trem passar e te livrar dessa direção maldita, qualquer coisa que te tirasse desse caminho seria o suficiente... porque a inércia de um coração sozinho é a pior coisa desse mundo. tudo fica escuro e vazio. mas então um bonde passou e levou não só teu coração mas também essa mala pesada que você insistia em carregar de lá para cá, e com um sorriso rasgado você segurou firme, pendurado do lado de fora da porta esperando uma pausa para se arrumar melhor dentro do vagão... mas que nada... nada disso aconteceu... você foi longe, e saindo da inércia de um coração sozinho você caiu na inércia de um coração abarrotado de gente e percebeu que o amor que sentia era o suficiente pra continuar sozinho, naquela estrada perdida.

any given sunday

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e eu sempre quis ter gente pra dividir a conta do restaurante em partes iguais... gente que sabe que você tem essa cara de bobo alegre mas que no fundo existe uma criança tristinha e escondida, cheia de vontades sem direção... alguém pra dividir o coração enquanto o som e os anseios tocam alto nessa avenida lotada em um domingo qualquer.

5.8.06

a verdade está no óbvio



"no se puede dedicar el alma a acumular intentos
pesa más la rabia que el cemento..."

no pido que todos los dias sean de sol...

tudo nesse cachecol,
com cores que são do sol,
que são daqueles dias em que o próprio sol
se deixa entregar.
e eu juro que não queria perder a vontade,
não queria porque não quero simplesmente,
e a emoção que me carrega
é mais forte do que minha vocação para a sensatez...
um dia após o outro se vinga nas minhas bochechas quentes,
eu peço pra que isso acabe logo
ou que comece logo...
whenever, wherever....

4.8.06

pro pê, pro titto e pra karininha...

e ele para de falar e olha com cara de bobo. é bobo o jeito de olhar e é doce, feito a criança que eu sei que não largou dele (mas na verdade eu sei que poucas pessoas sabem que ele é assim...). são suas costas curvadas e o peso do coração tão grande que ele carrega no peito que mais me faz querer estar perto... ah! e o seu ritmo ahhh, isso é jurado e sagrado e isso é dele, típico daqueles olhos que procuram coisas no caminho, pra se esquivarem de quem ele sabe que o vê como ele verdadeiramente é: doce. um alguém pega a sua mão e sua mão é do tamanho do mundo, porque ele quer que o mundo caiba em uma música... e ele é assim: "preto, preto, pretinho..."
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e ele é muito lindo... parece que entende de tudo, e na real não sabe de muito, mas sente, e isso é que faz dele o cara... e quando eu digo isso é porque a voz, o peito, os braços largos e sorriso tinindo de delicioso é que entregam o dom... o dom de fazer pessoas se transformarem em seres amados. o mundo é muito atraente quando é mostrado por ele, pelo prisma colorido dos seus olhos apertados... não tem muito tempo pra você pensar quando está perto desse cara, porque pensar não é o que vai fazer a diferença, não agora... é preciso se entregar. e assim, devagarzinho, ele faz você esquecer que ele é gente! ele faz você achar que é perfeito! e isso me deixa triste... porque o mundo devia ser abraçado por esse cara... e é por isso que eu sei que logo mais você vai encontrar a voz dele entrando e tomando conta da sua vida...
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ela, "meu deusinho"... ela é simplesmente um anjo. não! não um anjo... mas uma princesa. uma estrela que caiu do céu e todos aqueles comentários que você pode ouvir sobre alguém tão lindo podem ser falados dela... ela não é amiga. ela é irmã de sangue, é amante da vida que corre nas minhas veias, é perigo pra quem não sabe viver de sinceridade... ela é o que dá a liga, o tempero e a risadinha de doce de leite... ela é meu bem e meu coração e resume naqueles olhões tudinho o que eu sempre quis ver em uma pessoa: amor.ela é o amor que eu sinto e o amor que está em tudo... é o amor! e ela não fica brava comigo... porque ela me ama e eu a amo demais...


2.8.06

primeiro de agosto de dois mil e seis

essa noite vou jogar por cima do telhado
um desejo embolado em papel de seda
um beijo com saudades da noite que eu desejei ser só do seu peito
vou me debruçar na janela, arrastar minha grinalda pela sacada
pra ver meu desejo brilhar lá no alto
implorando por um jeito de não se livrar das nuvens
implorando por mais um tempo de sonho acordado...
essa noite, vou vender essa alma ao meu coração
que não tem dinheiro mas tem muita vocação
vou pedir ao meu ninho que queira cuidar bem do que é meu
para que o desejo não fique ali sozinho, ao relento
essa noite, vou chorar sorrindo
que é pra enganar meu corpo e fazer com que meus pés
não se escondam de vergonha
debaixo do cobertor ralinho...
vou pedir boa noite pra quem não me quer
e então amanhã vou acordar sozinha
sem vontade de nada
nessa cama vazia.