30.9.08

vamos dividir esse momento, novamente.

assistam a esse video, e depois leiam o que eu escrevi logo abaixo.


essas coisas vêm à minha cabeça:

  1. Porque ninguém mais usa chapéu?
  2. Porque chamaram a polícia sendo que quem tava lá em cima eram os Beatles, muito mais populares que Jesus Cristo? Chamariam a polícia para Jesus também?
  3. Porque o Ringo escolheu aquele casaco? Dói o olho.
  4. Eu sou gamada no John Lennon.
  5. O Paul tava com frio.
  6. Coitado do George, mal aparece na fita.
  7. Porque raios o povo não tentou subir o prédio pra se jogar neles, eu tentaria!
  8. Precisamos deles novamente.
  9. Porque eu não consigo usar casaco daquele jeito? Nunca tá frio o suficiente.
  10. Gente! Calça verde não dá!
  11. Adoro gola "turtle neck"!
  12. PUT ME BACK IN THE SIXTIES!

BOM DIA!




*detalhe, não sei porque o video ta repetido!


choosing the shinny ones instead


se eu pudesse me conter em uma frase teria que me esquecer. são tantas, as palavras me definem da mesma forma que me pedem para entregar o significado de volta à elas. o que acontece se o que eu ouço e o que eu dou não funciona na mesma proporção? será acidente? talvez. do que eu estou falando? não sei. ontem eu vi nos olhos de quem não imagina que o mundo é imenso, que a inocência foi morta mais uma vez, da forma mais dolorosa possível. o que eu faço? deixo morrer? o que mais eu posso fazer? e quando eu grito, quem mais me ouve não me entende.




*
ames bros print

28.9.08

conversinha a toa...


A: Você se sente realizado de alguma forma?


J: Não...

A: Mesmo tendo rodado o mundo com seus melhores amigos, fazendo do que você mais ama e agora tendo lançado seu disco solo?

J: É...

A: E você teria como me responder qual é o porquê disso?

J: Não... Não sei Alicinha, mas acho que você saberia mais do que eu como responder essa pergunta.

A: Talvez.

J: Isso mesmo.



***

27.9.08

paul newman...


“You only grow when you are alone.”




26/1/1925 - 26/9/2008

Hail, Hail

"Get the words, and then I get to thinkin'
I don't wanna think, I wanna feel!"
E.V. - Hail Hail




ah a hipocrisia. tanto se fala em nome dela. quantos a usam para explicarem quanto são diferentes... pra que isso? quando o que se precisa mesmo
é ser genuíno, sincero com quem o ouve. eu clamo a hipocrisia de volta para aqueles que realmente possuem o direito por excelência ao uso dessa palavra. mas quem regula? precisarei inventar algum sistema que regule o uso da palavra assim como a regulo quando ouço um hipócrita nato usar a sua própria hipocrisia em nome da boa fé de quem o tem como querido e próximo - ou deveria dizer ma fé? - e talvez assim, me veja livre de... hipocrisia e a palavra em si poderá ser extinta. o meu medo é que na língua portuguesa, certas palavras foram inventadas pra explicar coisas que só NOS sentimos, nos que nascemos e vivemos e nos criamos com essa língua e com esses sentimentos. tenho pensado muito em nossa língua ultimamente e em outras. a questão é que se realmente existissem sentimentos universais a língua seria universal, e pensando nisso vejo um perigo gigante em querer regionalizar a língua, ao mesmo tempo que vejo outro mostro horroroso pairar sobre nossas cabecas que é a linguagem globalizada. que medo de se ter um sentimento único, de uma forma única globalizada. um mundo onde TODOS são, literalmente iguais, e isso parte sim da língua! viram só? ou melhor, leram só? essa invasão de sonhos, privacidade, poder e dinheiro, tudo isso e mais um pouco vem da língua, ela é o principio de tudo e sendo isso verdade, teria de ser esmagada? assassinada e algo novo recomeçaria, e novas sensações teriam de ser inventadas e sons que as transmitissem teriam de ser renovados. assim, voltaríamos a entender que o que falamos tem um peso tão enorme que nunca falaríamos algo que realmente não sentimos, e a perda do velho mundo seria só historia sem ser contada, pois as palavras se colocaram em chamas, se suicidaram por raiva de serem tão mal usadas e tão banalizadas, chegando a serem prisioneiras de suas crias.



***

26.9.08

"e a gente morre sem querer morrer"

se você ainda não ouviu "Acender as velas" na voz da Nara Leão você não sabe o que é dor aceita. te juro, eu que sei bem o que é isso, quando ouvi lasquei um "ah, entendi", e é uma daquelas coisas que só são encontradas se quem procura cavar no meio dessa brasilidade tão verde e tão amarela que cega de olhar! um dia desses, cave! cave sem fúria, sem medo, sem silencio, tem que cantar enquanto o faz e assim talvez você entenda como eu que o Brasil não é um pais, é uma forca maior que ele - ou provavelmente eu nem precisava falar tudo isso porque você já sabia isso antes de mim ate. a Elis que me perdoe, mas essa musica também merece um canto no meu coração que é do meu tamanho inteiro - olha que eu não sou pequena! - e junto de tantas outras, molda um ser um pouco amargo demais e esquisito demais e com auto-piedade demais pra se doar mesmo que seja de menos pra sua pátria. isso é pequeno sim, gostaria de poder fazer mais mas não quero. não agora.


bom dia, freguesia.


***

24.9.08

have they gone too far? II


pois eu nunca mostro as coisas que eu faço, não as realmente artísticas. hoje mostrarei. clique na imagem para ampliar, boa noite.


have they gone too far?


anotem. dia vinte e quatro de setembro de dois mil e oito, o sonho americano que vinha agonizando há tanto tempo - mais precisamente desde vinte de janeiro de mil novecentos e sessenta e nove, quando nixon tomou o poder - finalmente teve o seu último suspiro nessa noite de outono nessa terra tão estranha e bizarra, incrível e medonha que é os estados unidos da américa, que não é terra de ninguém. muito bem, nesse dia lembremos todos que sonhar não é mais permitido, não da forma que alguém vinha nos ensinando e que o mundo é sim, plano. pois agora, saiam por aí e dancem alegres e cheios de vida novamente, o mundo vai ter que aprender outro ritmo e vamos acreditando que dessa forma teremos que aprender também a sonhar em outro tom.

***

sobre qualquer coisa

"a minha casa" ela diz, "esta aberta para quem não sabe criticar". eu parei e pensei bem no que ela disse, como se tivesse demorado para o entendimento dar-se comigo eu perguntei quase monossilábica "que?", ela riu. como uma risada que me embriagava por existir, ela simplesmente riu. "em minha casa, eu disse, só deixo entrar quem não quer criticar", e eu calei. pensei "não posso criticar então", mas como assim? a resistência me impedia, a educação era maior do que eu e decidi me retirar. será que é possível ser compreensível sempre sem ser mal interpretado? afinal, nossa casa é o lugar onde nos não queremos mais ninguém nos impedindo de ser... certo? certo. e ela estava certa, sim. o dia começou estranho mas me aquietei logo porque, afinal eu a compreendia muito bem e percebi eu mesma sofrer desse mal que - em um mundo todo criado por homens que só querem viver conforme a cartilha de ganancia manda - se chama individualismo doente e exacerbado, e ele é quem mantém alguns de nos ainda sãos - infelizmente.


***

23.9.08

onde foi parar?


Acho que não há fim. O fim que mede desemedido fim é o começo, não suporto mais, não quero. Quem disse que haveria um ciclo que reacenderia minha vontade, é mentira! Isso aqui é um fim sem recomeço e tudo que acaba por assim dizer, acaba restaurando idéias mortas? Pesadelos em finos saltos de giz, retangulares cabeças cheias de um oco tremendo que só eu vejo? Acho que não há fim. Se decidirem que o fim chegou eu declaro guerra! São milhões de versos e figuras com capacidade nula de entendimento, eu quero mais! E não quero mais dessa desilusão, e porque eles vivem como vivem zumbis, sem razão! O mundo deveria arrumar algum motivo para acabar logo com isso, aceito a natureza como juri e como excelentíssimo réu, culpado! Quem disse que haveria fim, se enganou. Por tantas áreas esse fim visitou como se fosse esperança amiga, como se fosse alguma luz que viesse quieta por não querer se entregar aos holofotes, pois esse fim era inimigo, eram trevas disfarçado de coisa boa, coisa boa? De desejo, de amor, de... um novo tudo! Esse novo ENTULHO está agora lá, como eles todos estavam, ah... mas que satisfação não ter nada pra se comentar! É o fim... NÃO! Não é o fim. É o começo dele, porque o fim que esperava era falso e tão cúbico quando os outros.


***