18.8.10





it is... believing.


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17.8.10






então que eu... amo.


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despreparo...




então que me deixe ser. 

que os dedos fiquem presos aos meus cabelos já que nunca tive medo da imagem turva que a memória teima em não apagar.

o gosto dos dentes contra a carne ainda fresca depois de um banho qualquer... ela estava preparada para que aquilo que estava pronto para acontecer a seguir não fosse apenas mais uma noite em suas vidas. eles eram como feridas abertas que resistiam e resistem e lutam contra aquilo por trás desse sistema ruim. sistema esse eternamente usado como único mecanismo de apego a essa inútil sobrevivência subserviente. sim, corpos prontos para quebrar tal mecanismo, por uma hora ou duas, três ou talvez cinco. eles nunca se preocupavam em contar o tempo como quem conta hora ruim... no fim das contas, a dívida seria imensa.

o banho não tinha sido um qualquer, foi o previsto. por tanto  esperado e minuciosamente desejado.

a água que corria e escorria pela sua pele teria pouco o que contar em relação ao que ele teria preso no peito, para guardar como seu para um todo sempre quase sempre demais. um embaraço magistral de amor que ele nunca havia conhecido, pelo menos até se conhecer com ela.

como se vive assim?

não sei.

se vive?

acho que não. se espera.

pelo viver?

pelo você perto de mim, novamente.

e isso, é viver? e se estar é viver, o que é o esperar?

é o não ter, temporariamente.

não ter, não ser. o verbo que é o mesmo em tantas línguas teima em ser dois nesse português bem gasto... e nos empurra a voltar ao que é necessário para a sobrevivência. o desejo é muito, cobiçar é querer em dose tripla tudo o que se espera do mundo. afinal os frutos são o que são, nascidos da mesma terra que nos deu a vida...

o fruto é um e se não fosse um, seria todos. o que eu quero eu quero em um, inteiro. e só pode ser inteiro quando é comigo.

o que é isso que eu quero? esse gosto de um...

um gosto que a gente não esquece, um cheiro que não larga, uma textura fina demais que foi feita para ser entregue a farta falta de escrúpulos da nossa sede...

ah, essa sede.


ninguém aprende a passar por isso...




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4.8.10

i wanna steal your innocence








....eu não sei ser mais do que sou. espontânea alienação.


antes da meia noite, depois das duas. dois, entre ontem e o hoje, amanhã? não tem mais. se eu pudesse ter um gosto, apenas um, escolheria o outro. além de mais gostoso é também o mais difícil de se ter.


um som? duas mãos que não as minhas. uma voz que não a minha. o cabelo que seja sim o meu, o resto de uma história que não tem jeito, nem volta, nem norma. 


um tempo que não foi, pois não pode ser sob a luz de um dia bem claro, daqueles que derretem geleiras nos himalaias. e quem quer a luz? que bicho é esse que chora feliz debaixo de um sol mesquinho, cego, tirano? ninguém. nem eu mesma. sozinha apenas. 


calada em mim. afogada.


o escuro resolve as coisas que vivas, sabem de si e do outro. o escuro ensina a querer mais, desgraça de quem não teme. quem responderá tal insulto? deixar ser o que se é, por pura e plena negligência de um hábito que não é humano. não me venha dizendo o que é e não é humano...


dele, só eu sei. dela, ninguém sabe. ela é um humano diferente. *






existe um momento, entre o agora e algumas horas atrás em que o sol bate na janela da maneira certa. 

as folhas da palmeira californiana, o sol, a tela e enfim o vidro da janela.



quantas janelas já ficaram como lembrança? 

por quantas realmente vivi?


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3.8.10

"nunca mais vamos nos rever tão jovens..."



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eu fui, eu voltei, eu repeti a dose. falei mais do que devia, menos do que esperava, senti tudo o que não pretendia, repetia tudo o que não se revela. o que a gente faz dá em árvore? é fruto para a saciedade de alguém caindo de fome em algum futuro distante ou o que a gente faz é erva daninha, resplandecendo em ódio tudo o que toma como seu sem ao menos a decência de se manter friamente desligado daquilo que domina?

viver dentro de uma janela dá nisso. ou melhor, dentro de uma tela, a tela que tem fim, cantos, diâmetros. o que não se enquadra não se sente? o que não é visto não pode ser usado contra você? o que tem gosto não se presencia enquanto a luz, apenas a luz tem voz (e vez)? 

enquanto pares seguem secos e perdidos, partes seguem sem dano e sem abrigo ou será que sou eu que penso em um ritmo ináudivel a quem vê e espera de menos?



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9.7.10

largado entre as estantes ou fragmentos de a verdade fora de hora



"No meio do verso, enquanto o tempo ainda não adquire aquele valoroso ar de cidade pequena, eu rodo a vagar esperando pelo próximo minuto em que estarei viva de fato sem preocupar meus poucos neurônios com qualquer coisa que não seja ser. Gostaria de estar pronta para isso, gostaria de cantar baixinho e chorar feliz, mas a verdade está longe disso e é por essa e outras razões que viver nunca me bastou. O que aprendi com a vida? Nada muito rigorosamente útil. Absolutamente. E enquanto os raivosos e os envolvidos gritam freneticamente, meus olhos observam enquanto o rapaz que me observa do outro lado da rua pensa que sabe o que eu esteja a pensar, mas de fato nem eu mesma sei o que se passa por trás de mim, muito menos por dentro ou até mesmo envolta. A dor é imensa, tão imensa que já não sei qual é sua verdadeira origem – já não sei se é origem ou ramificação – talvez até seja conseqüência, sendo o que for e sendo o que é, não sei ainda nomear qualquer coisa que venha e o que vem aproveita pra se instalar sem dó nem piedade, largando seus cômodos sem hora marcada ou qualquer recado na porta da geladeira."

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14.6.10

o calor...



***Quando está calor assim e minhas costas, ombros, pescoço e seios da face ficam a mostra assim é que sei que sou Brasileira. Uma mulher com uma carne de gosto único e cheiro primordial de valor único e fora do comum pronta para ser devorada por somente aquele que deve me desejar.

O tempo pode passar, mas nada do que é verdade passa. A verdade é como uma pedra proto-histórica pouco refinada, largada num canto absolutamente esquecido pela humanidade, essa é a verdade. Algo esquecido mas que pulsa, independentemente de qualquer fator externo.

Essa é a verdade por trás de todos os acontecimentos ocorridos, eu sou esse pulsar que não vibra apenas como se vibra um tambor ao ser tocado: eu toco para logo em seguida poder vibrar.



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8.6.10

sonhos enlaçados às tuas veias



- Eu tenho medo de te querer mais, de te querer mais do que jamais poderia resistir. Medo de que o ar frio e fresco tome tudo ao meu redor, de repente. Um medo que leva o despreparo às alturas e a certeza de que tudo o que é importante na vida de fato não pode ser ensinado, um momento qualquer e tudo para de rodar, o mundo para de girar, todos param de querer para que eu te presencie diante de uma imensa ausência de se ter o que falar. Eu te quero. Talvez não te queira depois de amanhã, nem antes de hoje, mas o importante é que sua presença seja referida à mulher que hoje sou, sua. Nada mais importa se o importante não é o que vai durar ou não, a dúvida e a lógica nunca encontraram conforto no desejo e o desejo, todos sabem, é a pólvora como também é a mão que prende a flecha ao cordão, pois então... Te quero. Não quero ouvir resposta e tenho medo agora do que não chegará a me arranhar depois, mas a vontade e a angústia são maiores do que o mundo e sinto que, de tão próximo o momento não vejo além do agora, o agora que te pertence e que jamais pertenceu a outro alguém.

Fiel a ti, meus sonhos enlaçados às tuas veias.

Nada além de sangue e lágrimas, além do agora que vai secar todas as dúvidas e remendar todas as divergências. -


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6.6.10

ou para nascer Australiano...

tem que ser lindo?

Aqui estou eu com mais um dilema, quite existential, mate... por muitos e muitos anos segui ouvindo a frase "vou para a Austrália" de amiguinhas entusiasmadas ao meu redor. Como boa curiosa que sou, perguntava confusa "por que? o que é que tem lá que não tem aqui?" e a resposta vinha como tapa seco "os homens mais lindos do mundo!", e eu não acreditava... juro que não acreditava... porque morria de inveja! Como pode que os homens mais lindos do mundo nascem num lugar só? Falam um inglês tosco e tem como símbolo nacional um canguru? Adoram pular em um pedaço de madeira no meio do mar, comer churrasco todo dia e que costumavam ser os melhores em um troço chamado "cricket"! Não é justo...

Mas agora no alto dos meus 25 anos, acredito que era tudo verdade. Deve haver alguma lei natural que não permita a entrada de gente feia em terras Australianas, ou será sorte? A água? O sol talvez? Alguma bênção estranha? Algum tipo de ervilha que eles comem ou tudo isso junto? Não sei...

Só sei que tenho prova(s)!



Prova número 1 - o inesquecível Heath... que já me deixou tão tonta que até pensei em ir para Perth atrás dele!

Prova número 2 - Christopher Egan, ele tem a minha idade, é Aussie típico e tem os olhinhos apertados mais doces evah! Ele não lembra o Heath?

Prova número 3 - Sam Worthington, ou o "cara de Avatar" que era pedreiro antes de ser ator...


Prova número 4- o preferido incontestavelmente de TODAS, Mr. Hugh Jackman ou Wolverine para aqueles que não sabem do que eu to falando...



Se eu continuar com as "provas", não saio mais daqui... Um domingo Australiano pra todos...



Tenho dito!


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