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21.4.10

viver só depende de...


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hoje, me sinto tão repleta de mim, tão inteira, tão certa de que sou esse ser especial cheio de vida, paixão, dor e intensidade que devo sim ser um patrimônio da humanidade. sentir, saber, reviver essa certeza me faz completa. sim eu sei, a felicidade mora nos detalhes e os meus detalhes fazem de mim alguém muito maior do que eu. além de mim. estou feliz com as coisas que redescubro, com tudo aquilo que reaprendo ao permitir. nada me assusta mais, essa parede de medo foi derrubada, um muro se transformou em migalhas, migalhas e pó que de repente não representam mais um obstáculo, muito menos um problema para mim que passo por eles com indiferença. esse monte de pó não é nada além de lembranças de um passado que precisei viver. o medo está distante de mim porque eu o conheço, já o apalpei, já presenciei seu pulsar dentro das minhas veias, já o contornei, dominei, conduzi. o passado é também parte de quem sou, o medo é parte de mim mas a diferença é que agora ele não é mais a força dominante, não. eu piso certo. eu aprendo e reaprendo que viver só depende de mim. viver só depende de mim.


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2.3.10

sweet sunshower



"Dark as roses, fine as sand... Feel your healing and your sting again. Hear your laughing and my soul is saved, on forgotten graves you cry./ Crawl like ivy up my spine, through my nerves and into my eyes. Cuts like anguish or recollection of better days gone by. / But it's alright... when you're caught in pain and you feel the rain come down, it's alright when you find your way then you see it disappear. It's alright though your garden's gray, I know all your graces someday will flower in a sweet sunshower..."

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28.2.08

Clarice & Alice


Hoje, peguei em um livro que mudou minha vida e que simplesmente fez com que tudo o que eu esperava do mundo virar tudo o que eu espero de mim. A primeira vez que li Aprendendo a Viver da Clarice Lispector foi quando o peguei emprestado de uma grande e linda amiga minha, Don'Ana que de tão especial me arranca suspiros sempre que penso nela...

Tenho mania de rabiscar em livros que leio, mas nesse não podia porque era dela. Hoje, rabisquei um monte. Escrevi nos cantos, coloquei observações e estrelinhas nos textos que mexiam mais comigo. Sublinhei o que falava à minha alma e imprimi na primeira página que esse era um presente de minha mãe linda, recebido no dia 27 de fevereiro de 2008.


Porque esse livro é tão especial?
Porque eram textos soltos, que Clarice Lispector escreveu quando não tinha que escrever, quando tudo que falava fluia e ela mesma já afirmou em entrevistas que era assim que ela obtinha os melhores textos, quando não precisava escrever.

Não sou muito fã de longos romances e novelas, mas sou fã de tudo que é livre, dos pequenos contos e liberdades que ela admitia como parte dela mesma e é nisso que me espelho. Encontrei no que ela sentia coisas que sinto também e nesse sentir me perco no que me faz única e tão igual a todos...
Deixo aqui mais do que uma dica, um toque de irmã: Leia Aprendendo a Viver da Clarice Lispector e você nunca mais terá que pensar duas vezes pra coisa nenhuma.



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