7.5.10

true, man


"love is either in your heart or on its way"


Tom... Tom Waits.


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3.5.10

essa adolescência humana


(eddie vedder waiting....)


"I guess it was the beatings... they made me wise."
Rearviewmirror, Pearl Jam

enquanto certas coisas continuam num canto escuro de uma sala distante o suficiente para que o acesso seja impossível (pelo menos por enquanto), fico aqui brincando de ser adulta. finjo que sou uma profissional, que sei bem o que estou fazendo, caminho com segurança, explico com cuidado e revido a ataques como ninguém, com algum tipo de classe que não sei bem da onde tirei. enfim. vou pra casa, preparo comida, lavo louça, roupa, limpo, arrumo, pago as contas, assisto filmes, ouço música, vejo amigos. espero. quando estou sozinha, sou sozinha. sou a mesma criança que sempre fui, mesmo quando era velha. carapuça que servia em todos os momentos em que algum evento social indesejável pedia pela minha presença. continuo sendo velha, antiga em uma forma um pouco mais jovem do que o próprio tempo em que vivemos - maldita adolescência humana. como tudo já foi dito, teimo em pensar que tudo isso é inútil, a reinvenção da roda exatamente como a conhecemos e por essas e por outras teimo em... esperar. esperar. porque viver é preciso.


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21.4.10

viver só depende de...


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hoje, me sinto tão repleta de mim, tão inteira, tão certa de que sou esse ser especial cheio de vida, paixão, dor e intensidade que devo sim ser um patrimônio da humanidade. sentir, saber, reviver essa certeza me faz completa. sim eu sei, a felicidade mora nos detalhes e os meus detalhes fazem de mim alguém muito maior do que eu. além de mim. estou feliz com as coisas que redescubro, com tudo aquilo que reaprendo ao permitir. nada me assusta mais, essa parede de medo foi derrubada, um muro se transformou em migalhas, migalhas e pó que de repente não representam mais um obstáculo, muito menos um problema para mim que passo por eles com indiferença. esse monte de pó não é nada além de lembranças de um passado que precisei viver. o medo está distante de mim porque eu o conheço, já o apalpei, já presenciei seu pulsar dentro das minhas veias, já o contornei, dominei, conduzi. o passado é também parte de quem sou, o medo é parte de mim mas a diferença é que agora ele não é mais a força dominante, não. eu piso certo. eu aprendo e reaprendo que viver só depende de mim. viver só depende de mim.


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14.4.10


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"a closeted rock star with a silver screen mentality inside of the body of a glamorous and sexually attractive but extremely shy writer."

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11.4.10

I'm back and I'm no good


Cansei de ficar longe, ó. Parei. Voltei aqui pra dizer oi, como estão todos? Eu realmente não sei se quero saber, tenho estado longe do mundo, quieta, calada, muda e cansada de falar - deve ser reflexo do meu dia a dia (sim, eu falo para pagar as contas), pergunto como vão as coisas, faço "sala", canso de dar sorrisos forçados e inventar caras de espanto mesmo quando nada mais consegue me espantar e tento com o resto de forças que tenho fazer com que os outros acreditem em mim o suficiente para que eu não tenha que ir procurar outra coisa pra fazer. Horrível não? Será? Não é exatamente isso que... vamos dizer, 99% da população faz? Algo que eles não querem fazer para que no fim as... contas (me coça tudo só de lembrar) sejam pagas? É. E mesmo sendo, mesmo quando todos nós sabemos a verdade - e a verdade é que a gente vive em um mundo feito para que todos sejam absolutamente e intrincadamente infelizes - todos vão apontar o dedo e falar "você que tá aí trabalhando no que não quer, eeeeeeu - e falam alto - sou feliz", óquei, acredito. Então que sejam, felizes nessas rodas feitas sob medida, essas ilusões aí de vocês que eu estou feliz em saber que pelo menos eu sei que a roda existe! Bom, enfim, cansei... o que era para ser um post de retorno à casa virou reclamação pública.

Well... I'm back and I'm no good.


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23.3.10

fragmentos de algo sem nome chamado diário




"certas coisas não passam do que aquilo que realmente são: degraus numa escadaria. mais um parecido com o anterior, nível diferente, existência necessária. nada mais indispensável do que aquilo que é preciso viver, nada mais. será? tenho impressão que no minuto que descubro uma verdade ela me encobre, me recusa e me larga nua numa rua cheia de turistas."


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foto daqui.

18.3.10

impressão minha






***é claro que sendo quem sou e fazendo parte do grupo que faço, tudo é mais difícil. porque? porque meu grupo não se define. é todo um grande tudo massacrado num saco plástico. talvez até num saco de pano, desses que vazam quando molhados.***




*foto daqui.

17.3.10

jim, my man


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quando eu, no alto dos meus catorze anos buscava por alguma voz que me conduzisse, uma luzinha verde surgiu brilhante sobre a minha cabecinha obtusa. the doors que por alguma razão não tocava nas rádios dos meus 'bons' vizinhos texanos - sim, eu morava no texas, estados unidos - tocava no meu. enquanto buscava por qualquer outra coisa mais rigorosa do que aquilo que ouvia do professor conciso diante de mim em sala de aula, estudava os poemas de jim morrison. sim, eu, no alto dos meus catorze anos no texas, uma brasileira tremendamente desajustada estudava jim morrison nas aulas de história. nos corredores da igreja mormon que a família retrógrada e grosseira que 'cuidava' de mim me forçava a percorrer todo domingo, a biografia de jim morrison seguia presa aos meus dedos, rendida aos meus olhos.

bem, é isso.

jim, i love you,
i love you,
i love you.
and this is never the end, beautiful friend.


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9.3.10

sweet virginia



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quanto tempo que não sou quem corria para ser num intervalo qualquer entre a falta de vontade e de entrega... quando o não poder é convidativo o solo é fertilizado, as vontades giram ao redor de um bem incomum - o ímpar sempre será aquele que sobressai. a beleza estimada é aquela mal-digerida que transforma o veículo em rei soberano de uma terra inventada - mas feliz.

é.

não sei do que to falando.

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*foto: rita in waiting...

2.3.10

sweet sunshower



"Dark as roses, fine as sand... Feel your healing and your sting again. Hear your laughing and my soul is saved, on forgotten graves you cry./ Crawl like ivy up my spine, through my nerves and into my eyes. Cuts like anguish or recollection of better days gone by. / But it's alright... when you're caught in pain and you feel the rain come down, it's alright when you find your way then you see it disappear. It's alright though your garden's gray, I know all your graces someday will flower in a sweet sunshower..."

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