21.4.10

viver só depende de...


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hoje, me sinto tão repleta de mim, tão inteira, tão certa de que sou esse ser especial cheio de vida, paixão, dor e intensidade que devo sim ser um patrimônio da humanidade. sentir, saber, reviver essa certeza me faz completa. sim eu sei, a felicidade mora nos detalhes e os meus detalhes fazem de mim alguém muito maior do que eu. além de mim. estou feliz com as coisas que redescubro, com tudo aquilo que reaprendo ao permitir. nada me assusta mais, essa parede de medo foi derrubada, um muro se transformou em migalhas, migalhas e pó que de repente não representam mais um obstáculo, muito menos um problema para mim que passo por eles com indiferença. esse monte de pó não é nada além de lembranças de um passado que precisei viver. o medo está distante de mim porque eu o conheço, já o apalpei, já presenciei seu pulsar dentro das minhas veias, já o contornei, dominei, conduzi. o passado é também parte de quem sou, o medo é parte de mim mas a diferença é que agora ele não é mais a força dominante, não. eu piso certo. eu aprendo e reaprendo que viver só depende de mim. viver só depende de mim.


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14.4.10


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"a closeted rock star with a silver screen mentality inside of the body of a glamorous and sexually attractive but extremely shy writer."

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11.4.10

I'm back and I'm no good


Cansei de ficar longe, ó. Parei. Voltei aqui pra dizer oi, como estão todos? Eu realmente não sei se quero saber, tenho estado longe do mundo, quieta, calada, muda e cansada de falar - deve ser reflexo do meu dia a dia (sim, eu falo para pagar as contas), pergunto como vão as coisas, faço "sala", canso de dar sorrisos forçados e inventar caras de espanto mesmo quando nada mais consegue me espantar e tento com o resto de forças que tenho fazer com que os outros acreditem em mim o suficiente para que eu não tenha que ir procurar outra coisa pra fazer. Horrível não? Será? Não é exatamente isso que... vamos dizer, 99% da população faz? Algo que eles não querem fazer para que no fim as... contas (me coça tudo só de lembrar) sejam pagas? É. E mesmo sendo, mesmo quando todos nós sabemos a verdade - e a verdade é que a gente vive em um mundo feito para que todos sejam absolutamente e intrincadamente infelizes - todos vão apontar o dedo e falar "você que tá aí trabalhando no que não quer, eeeeeeu - e falam alto - sou feliz", óquei, acredito. Então que sejam, felizes nessas rodas feitas sob medida, essas ilusões aí de vocês que eu estou feliz em saber que pelo menos eu sei que a roda existe! Bom, enfim, cansei... o que era para ser um post de retorno à casa virou reclamação pública.

Well... I'm back and I'm no good.


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23.3.10

fragmentos de algo sem nome chamado diário




"certas coisas não passam do que aquilo que realmente são: degraus numa escadaria. mais um parecido com o anterior, nível diferente, existência necessária. nada mais indispensável do que aquilo que é preciso viver, nada mais. será? tenho impressão que no minuto que descubro uma verdade ela me encobre, me recusa e me larga nua numa rua cheia de turistas."


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foto daqui.

18.3.10

impressão minha






***é claro que sendo quem sou e fazendo parte do grupo que faço, tudo é mais difícil. porque? porque meu grupo não se define. é todo um grande tudo massacrado num saco plástico. talvez até num saco de pano, desses que vazam quando molhados.***




*foto daqui.

17.3.10

jim, my man


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quando eu, no alto dos meus catorze anos buscava por alguma voz que me conduzisse, uma luzinha verde surgiu brilhante sobre a minha cabecinha obtusa. the doors que por alguma razão não tocava nas rádios dos meus 'bons' vizinhos texanos - sim, eu morava no texas, estados unidos - tocava no meu. enquanto buscava por qualquer outra coisa mais rigorosa do que aquilo que ouvia do professor conciso diante de mim em sala de aula, estudava os poemas de jim morrison. sim, eu, no alto dos meus catorze anos no texas, uma brasileira tremendamente desajustada estudava jim morrison nas aulas de história. nos corredores da igreja mormon que a família retrógrada e grosseira que 'cuidava' de mim me forçava a percorrer todo domingo, a biografia de jim morrison seguia presa aos meus dedos, rendida aos meus olhos.

bem, é isso.

jim, i love you,
i love you,
i love you.
and this is never the end, beautiful friend.


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9.3.10

sweet virginia



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quanto tempo que não sou quem corria para ser num intervalo qualquer entre a falta de vontade e de entrega... quando o não poder é convidativo o solo é fertilizado, as vontades giram ao redor de um bem incomum - o ímpar sempre será aquele que sobressai. a beleza estimada é aquela mal-digerida que transforma o veículo em rei soberano de uma terra inventada - mas feliz.

é.

não sei do que to falando.

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*foto: rita in waiting...

2.3.10

sweet sunshower



"Dark as roses, fine as sand... Feel your healing and your sting again. Hear your laughing and my soul is saved, on forgotten graves you cry./ Crawl like ivy up my spine, through my nerves and into my eyes. Cuts like anguish or recollection of better days gone by. / But it's alright... when you're caught in pain and you feel the rain come down, it's alright when you find your way then you see it disappear. It's alright though your garden's gray, I know all your graces someday will flower in a sweet sunshower..."

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20.2.10

porque ouvir "this bitter earth"... me faz...



quando a canção revoca um sentido que existe apenas além do que se pode exprimir, a sensação revelada é maior do que a sentida, sem cor, forma ou razão de ser. o importante é sentir. sentir que seja da forma mais ou menos sensata que seja, mas que não seja apenas. o adjetivo é afinal de contas, a revolta do ser.


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foto daqui.

15.1.10

haiti, um copo vazio


haiti, haiti, haiti...

um grito que como todos os gritos de toda a américa, de toda a africa e de todo um mundo devastado por muito poder nas mãos erradas faz os ouvidos de toda uma civilização sangrarem. sim, nossos ouvidos sangram. porque? "um ato da natureza". como muitos grandes imbecis com máscaras de papel marché gritam "um ato de deus!", deus? esqueceram que deus esqueceu que existia assim que a cortina caiu? um grito que descansa inadvertido, involuntário saindo de lábios cansados e muitos peitos rasgados por dentro, o teor desse ácido é simplesmente intenso demais... nenhuma mão humana sabe como manuseá-lo. a dor? já não é demais que a dor nunca parou de escorrer pelos cantos desses quatro cantos desses poucos cantos do mundo? a terra é pouca, a água é pouca, o amor? é história pra criança dormir...

haiti...

um terremoto a mais
um governo corrupto a mais
um povo tingido por uma história miserável a mais
um oceano de incentivo a menos
uma humanidade resistente a mudança a menos

haiti... é

há, em, ti

e muitos largam mão de um copo pro santo
mais um copo para aqueles que se foram
e outro
(outro copo)
vazio
pra quem fica.