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23.4.09

the kills, the thrills...



So...


Por volta das dez e vinte, Alison Mosshart (VV) e Jamie Hince (Hotel) entraram no palco. Eu que estava - sem exageros- de frente para o mesmo, mais para o lado direito (onde Alison geralmente fica) e com as caixas de retorno literalmente embaixo do meu queixo, tive algumas oportunidades inéditas como por exemplo fazer um vídeo em que ela, VV, Alison ou simplesmente 'ela' canta NA MINHA CARA, quase me matando de susto e me fazendo cair para trás. Sem contar das cento e pouco fotos que tirei, todas - em minha opinião - bem decentes em se tratando da camera que eu levei (a minha canon velhinha, só 6 megapixels). Enfim. Logo no começo comentei com meu marido que estava ao meu lado, disse: "a Alison não me parece inteira..."


Depois de todas aquelas músicas mais conhecidas e que alguns cantaram em coro (nunca vi plateia mais chata) Alison pede um minuto para o seu parceiro de estripulias e vai para um canto enquanto tosse, tosse, tosse... ela se ajoelha e continua. Parece não conseguir falar, Jamie caminha até ela - lembrem que eu estava de FRENTE para eles - e pergunta: o que foi? você está bem? Ela faz um sinal que não com a mão enquanto um rapaz da organização vai até ela e a ajuda a levantar.... Jamie vai ate o microfone e diz:


-We seem to have a situation...


Ele respira fundo, começa a dedilhar qualquer coisa em sua guitarra e canta uma música de improviso que é levada dolorosamente até o fim com palmas da platéia. Ele agradece timidamente e sai, cabisbaixo. As luzes se acendem e os gritos tomam conta. "I want my money back!", "If you don't fucking come back you fucking suck!" "Alison get your ass down here!" e outras delicadezas do mesmo porte. Eu que ali estava, diante daquilo tudo fiquei perplexa e tive uma ideia qualquer. Alguém havia jogado um ursinho no palco, ainda no show de abertura - é... um ursinho! Eu o encontrei e escrevi um recado num pedacinho de papel e grudei no bicho, fui então ao técnico que ajudou a VV a se levantar e que agora estava tirando as guitarras do palco e o olhei com cara de cachorro perdido:


-Is Alison going to be ok?


-Yeah, yeah I'm sure she's gonna be fine! Thanks for asking.


-Could you give this to her? It's nothing really, just so she'll feel better.


Ele olhou pro ursinho e abriu um sorriso lindo, lindo mesmo e soltou um:


-This is really nice of you, she'll love it.


E então eu e meu marido agradecemos e fomos embora...


Ao mesmo tempo que sim, eu sei, ela durante o show não para de fumar e não deve lá ter o melhor estilo de vida, ainda sinto que não merecia aqueles berros horríveis quando tudo aconteceu, senti que precisava fazer alguma coisa... Sem contar que são uns ingratos, essa banda é a que cobra mais barato pra fazer show e ninguém nunca reclamou! Tinham que reclamar bem no show que eu estava! Enfim...


Querem saber o que estava escrito no bilhete? Aqui vai:


"Alison, please get better, ok? We do care. Alice"


No caminho para o carro no meio dos meus suspiros, Andrew (meu marido, musico profissional) solta um desabafo:



-Mas ele tava com a guitarra desafinada!

HA!

Pelo menos a gente se diverte...


***


as fotos estão por vir!


14.4.09

pygmy my motha f*cking grizzly!





Pygmy Grizzly é o projeto de música eletronica do meu maridinho, Andrew "Squirrel" Roberts. Para ouvir clique AQUI. Imagem por mim mesma. DIREITOS RESERVADOS!


***

30.1.09

when the squirrel meets the moose

há um ano o sol reluzia num tom muito mais alaranjado do que o de hoje -- que quase brilha na mesma intensidade, mas não da mesma forma -- e a pouca brisa me forçava a não querer carregar casaco nenhum. meu vestido comprado por quinze dólares numa loja qualquer repleta de crianças mexicanas correndo pelas araras e corredores, me forçava a usar algum sapato bom, que eu realmente não tinha, coloquei meus tênis mesmo. ele, ah ele que não é nada convencional colocou gravata, perguntei porque, respondeu quase sem pudor: "porque esse não é um dia como os outros". ah não e não foi não, como seus olhos não são como os de outros, como sua simplicidade beira a inocência perdida pelo mundo que poucos outros tem... nos perdemos no caminho. sem carro, pegamos um ônibus, ele passou do ponto, no outro perdemos o próximo e assim eu óbvimante me desesperei, é hora de pegar um táxi. chegamos e entramos, uma salinha simpática, os corações nas bocas, os olhos -- de ambos -- cheios d'água, a certeza. o sol lá fora já não era tão forte, o vento soprava intenso enquanto caminhávamos por Beverly Hills, um lugar que por muitas razões não nos fazia sentir que tudo estava tão longe, e a noite chegava cheia de vida. os anéis -- dez dólares por cada um numa barraquinha na frente do teatro chinês -- nos dedos e a pintura envolta dos olhos borrada.


mais hollywoodiano, impossível
.



***

5.6.08

Agora é minha vez!



Which historical figure do you most identify with?

Ana Maria de Jesus Ribeiro or Anita Garibaldi.

Which living person do you most admire?

My man, Andrew Roberts.

What is your greatest fear?

Having loved ones dying before me and the depths of the ocean.

What is the trait you most deplore in yourself?

I can’t stop eating and I’m impatient.

What is the trait you most deplore in others?

Also impatience but I’d have to say I can’t stand SELF ENFORCED IGNORANCE, which means a whole world of things.

If you could change one thing about yourself, what would it be?

I… I don’t know. I’d be calmer.

What is your greatest extravagance?

I need my morning latte.

On what occasion do you lie?

When I'm feeling observed.

What do you consider the most overrated virtue?

Knowing what you want for the rest of your life.

What do you dislike most about your appearance?

I’m damn fat.

Which words or phrases do you most overuse?

Damn. Know. Yeah .I love you.

What or who is the greatest love of your life?

My husband, my friends, my dog.

What is your idea of earthly happiness?

Not having to look for it.

What is your favorite occupation?

Archeologist.

Which talent would you most like to have?

MONEY – Ha! I’m talented… I just don’t have money.

What is your current state of mind?

As always, restless.

If you could change one thing about your family, what would it be?

I’d change my presence in their lives.

What do you consider your greatest achievement?

My thinking, my sensitivity, my humanity.

If you were to die and come back as a person or thing, what do you think it would be?

I’d be definitely a Hollywood Star - whatever that means.

What is your most treasured possession?

A ten-dollar wedding ring.

What are your favorite names?

Adelia, Camille, Ana.

What do you regard as the lowest depth of misery?

Not ever knowing what it is to give yourself away.

Where would you like to live?

In the middle of the forest.

What is your most marked characteristic?

I’m pretty sexy.

What is the quality you most like in a man?

Wilderness.

What do you most value in your friends?

Honesty.

Who are your favorite writers?

Clarice Lispector, Arthur Rimbaud, Hilda Hilst, and a few more.

Who is your favorite hero of fiction?

Rogue from X-Men.

Who are your heroes in real life?

They all have died.

What is it that you most dislike?

How the world is being handled by idiots.

What is your greatest regret?

Not being involved in a revolution.

How would you like to die?

Fighting.

What is your motto?

Dreaming is FREE.




***