7.10.08

por falar em crise...


"o crescimento é uma piada"

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6.10.08

ensaio sobre a cegueira, a saga

muito se falou sobre o filme, mal. oquei galera, i see. muitos falam que o filme é realístico demais e que o Meirelles (que eu já cansei de elogiar aqui no blog depois do jardineiro fiel) teve um algum problema em transformar algo quase fabuloso em um épico do homem moderno. genteeeem! o livro é sobre tudo que é moderno! conflitos criados apartir de uma modernidade fora de órbita. ate porque, como o Fernando Meirelles disse no seu blog do filme, o autor, José Saramago, não da nenhuma solução aos problemas mostrados no livro, só os entrega como se lavasse as mãos após trazer a tona as dores do mundo para que os próprios causadores delas tivessem que aprender a se responsabilizar por seus filhos. eu creio no cinema. eu acredito na raiz da dor e ela, somente ela vale a pena ser rebuscada nele (cinema). seja qualquer o tema, o que faz do humano um humano é a capacidade de ir realmente até o cume da ilusão e da dor - que se entrelaçam em momentos e de maneiras diferentes, muito regularmente - e voltar com uma boa historia pra se contar - coisa que eu preciso aprender a fazer. o Fernando Meirelles que me perdoe, mas ele só fica mais interessante, mais ainda que a Julianne Moore que esta única no filme, alias ela é um orgulho para toda e cada mulher existente no mundo, precisamos ser mais como ela. outra, acho lindo ver um brasileiro do lado dela, do Mark Rufallo, do Danny Glover e do Gael Garcia Bernal, fazendo filme enoooorme, com grana forte investida e um mundo de gente criticando, porque é assim que vemos que o filme deu certo.

well, e sobre as criticas, eu entendo. entendo que o filme é isso e aquilo, e que o Fernando Meirelles é isso e aquele outro, mas mesmo assim eu não posso negar que não posso de maneira alguma ir contra algo que seja tão desesperadamente humano como esse filme é. e angustiante, como a vida é.

amem.


*notaram a placa escrita Brooklin Morumbi no fundo da segunda foto!? que orgulho besta o meu! ate dois anos atras eu passava por ali todo dia...


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5.10.08

paciência comigo


bom, eu estou lendo um livreto chamado All I want is The Truth, que fala obviamente sobre a vida de John Lennon (sim, ele novamente, sorry!) e eu fico passada porque aprendo uns fatos que me fazem exercitar meu lado psiquiatra, enquanto percebo as coisas que ele acabou fazendo e porque fez o que fez. a história dele é clara, tudo o que aconteceu realmente o formou, não só isso, a época e de onde ele veio também. o mesmo eu digo sobre os seus colegas de beatles, cada um deles (tirando o Ringo que mais uma vez parece que nem muita história tem) acabou sendo exatamente o que precisava ser, como uma grande mostra do que o meio e sua família podem fazer com as suas escolhas. outra coisa interessante é como o John e o Paul se conheceram e como eles se transformaram em melhores amigos, quando um tinha medo do outro, o outro tinha inveja do primeiro. tô passada, preciso dizer. nunca imaginei que daria alguma razão aos estudos que pareciam furados de Freud, meu pai que me perdoe!

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4.10.08

Perguntinha...

Alguém me responde se depois que um livro é posto na estante - um livro bom - para que o leitor o adquira, a sua vida se repete e não tem fim enquanto exista alguém para o ler ou ele morre quando o escritor o termina?

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concordo, concordo II



Já diziam os Beatles, 'life flows within you and without you'.


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concordo, concordo


Já dizia Nietzsche, no céu todas as pessoas interessantes estão desaparecidas.


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3.10.08

sobre o sonho meu

Eu me acostumei a sonhar com os olhos abertos, se os fecho, não tenho a mesma capacidade de visionar palácios, reinos, lagos e pessoas com rostos familiares e outros nem tanto em minhas viagens por terras inóspitas. Penso que foi minha culpa, nunca pensei que pudesse viver sonhos e mesmo assim ser levada a sério por quem era... "real". E de fato por algum tempo não fui levada a sério até que admiti em voz alta que não fazia mais "aquilo", enquanto que ainda de olhos abertos, ouvindo reclamações, caminhando pelas ruas, fazendo compras, trabalhando e dirigindo meu carro me acostumava a sonhar enquanto o mundo rodava a minha volta. O mundo era a minha trilha sonora, meus olhos viam coisas que não haviam. Será que essa foi a melhor alternativa? Não sei. Não sei nem se é alternativa, mas foi uma maneira.


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e.v.


"i guess it was the beatings... made me wise"

fragmento = migalha


"Ela esperava calada por ele na porta. Descansava a cabeça contra o batente, assistia com paciência as folhas sendo sopradas para lá e para cá, o mundo respirava e ela o deixava participar de sua própria respiração.

Ele aborrecido a seguia, mas parou antes de chegar até ela que estava parada a sua frente, observava aquela que foi a única pessoa que jamais dividiu cada tormento de sua alma com ele, mesmo de longe. Respeitava a si e o seu desespero. Mais do que tudo a respeitava, ela o amara de fato e era dele, para todo o sempre, mas hoje ela partiria.


Sem entender o que fazia, ele a concedeu um abraço que secou o rosto de quem já não aguentava mais chorar."

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1.10.08

black bird fly, into the light of a dark black night... - e eu voei.

ele disse "so I'm gonna start a revolution from my bed" e "don't put your life in the hands of a rock'n'roll band that will throw it all away", e eu disse "so sally can wait, she knows it's too late as we're walking on by..." e o céu se abriu e todo o confete do mundo caiu, logo ali sobre a minha cabeça. "so sally can wait, she knows it's too late as we're walking on by...". a música tocava plena enquanto eu andava vazia por aquela rua mais uma vez. pra que você foi me enganar? e agora me mandar alguém pra abrir meus olhos... desculpe-me, I wont look back in anger... at least not today. e você teve que voltar, olhou de volta, me parou mais uma vez e, como quem não quer nada disse para eu me apressar, a vida - você repetiu algumas vezes - te espera lá fora. e eu respondi certa de que mais uma vez você estava me enrolando como sempre fez, eu resmunguei correta "a vida, honey pie, is inside..."


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