a luz sem fundo, o cinza sem plano. é o momento em que os olhos não perderam nenhum centímetro de carne. tudo está visível, está perto de te abraçar. os olhos não são as janelas da alma, são as vozes,
os soluços,
os prazeres.
os delírios de quem ama, verdadeira a mente de quem ama, peça rara nos dias de hoje.
2.1.07
30.12.06
the hottest state

"Meu relacionamento com a realidade tem sido completamente distorcido
por tanto tempo que eu nem percebo mais!
É apenas a MINHA realidade."
29.12.06
shoot the artist
"sem que ele (o artista) queira,
torna-se sua tarefa infantilizar a humanidade,
eis a sua glória e o seu limite."
friedrich nietzsche
.
..
mate o artista.*
na porta de sua casa a fachada que encobre a verdade de que ele não mora em lugar nenhum. é talvez um cachorro sem dono, ou melhor um dono sem perspectiva, uma tela sem tinta nenhuma, ou melhor, com todos os tons e todas as cores do mundo, sem objetivo comum.
na sua porta você encontra
palavras sem sentido se unindo contra a força do açoite do tempo. para ele (o artista) as palavras sempre vieram como se vem a vida, sem nenhum aviso prévio. quase como uma obrigação celestial, uma posessão teatral, uma veia saltando na testa.
ele ri do que não sabe suportar e chora quando ama.
mate o artista, ele quer acabar com o mundo
proteja sua casa
ele quer botar fogo nas ruas
apagar a sua alma com a sua borracha
o cantor olha com aquele ar de quem sabe algo que você nunca poderia saber. foi o cantor mesmo quem o ofendeu ao se ver no outro lá em cima naquele palco o que ele mesmo não entende e transmite sem dó o que antes era tão dolorido. ele não tem pena de si porque a clemência não é própria do artista, é clara e dura como a moral do jornalista que não polpa esforços pra ocultar o que não se vê.
shoot the artist.
he ain't no human.
he won't sell his soul for a dime
he won't mind
at all
if you shoot him in the head
he will cry before you grab that gun
he'll know before you know it, but please
shoot the man that stole this life out of me
and made me
this poor, louzy liar...
shoot him at once, let him die in my arms.
*piece of crazy writting dedicated to him, him, him and her.
28.12.06
outrem...
pertinente, assistia calada ao mundo girando, girando, girando... sem nada para oferecer. até que um dia um sapo ainda brilhando há pouco livre do rio, passou pulando na minha frente. nada do que eu esperava... ele foi um sinal um tanto vago de qualquer coisa que eu queira dizer que por assim dizer é nada mais nada menos do que aquilo que eu disser que no fim pode significar algo um tanto surreal mas estramente real para mim. entendeu? achoq ue sim né? tudo que se mostra tão vago e tão único é sempre vivido no coração de outro alguém, do famoso outrem.
27.12.06
(da navegante) AVISO (aos navegantes)
a carência desmedida (e tudo que vem com ela) MATA.
.
.
se você sofre de uma severa pressão no peito cada vez que pensa no quão sozinho o ser-humano pode ser nesse mundo, não se afobe. é assim mesmo. porque você não simplesmente canaliza isso tudo? e transforma dor em algo que possa gerar vida para você? vida, na pior das hipóteses, pode trazer companhia. companhia grata por você também existir. companhia sincera que pensa e que dança no mesmo ritmo que você, ou que pelo menos está disposta a aprender. e na melhor das hipóteses a vida pode transformar quem você é. você pode escolher o que colhe no fim, pode escolher qual será a cor do seu sorriso (e se vai existir algum).
.
.
e assim a carência pode se transformar em algo que REGENERA.
uma explicação para minha linda amiga...
Veja bem meu bem, meu anjo, minha amiga.
Vou começar a viver mais o que pregamos, quem somos.
Uma parte de mim é assim:
Quando decidi amar os seres por serem seres e pelo fato simples de terem um coração, igual ou muito parecido com o meu, decidi também não come-los.
As vaquinhas no Texas eram as minhas amigas (que bucólico!). Eram as únicas que me acompanhavam do ponto do ônibus até a porta da minha casa – já que morava numa casinha que ficava entre uma fazenda e um cemitério, não havia muitos “seres” na região.
Depois da primeira vez que isso aconteceu, fui correndo contar que tinha novas amigas para minha irmã postiça (norte)americana e ela simplesmente caiu na gargalhada, mencionando o fato de que eu era mesmo uma bobinha. Silly, silly girl… tsc tsc tsc.
Mal sabia ela que no dia seguinte eu me transformaria na mais nova vegetariana do pedaço. Aqueles seres que olhavam pela minha janela mereciam meu respeito.
Às vezes ainda me lembro da carinha delas e de que realmente elas me seguiam! Algo impressionante, quase uma afirmação do meu amor enorme por tudo que é vivo. Como eu amo a vida, em todos, sim meu bem...
Como amo ver aqui ao meu lado minha menor companheira, pequena filha e irmã que tem meus olhos e meu cabelo intransigente, respirando profundamente enquanto sonha com algum osso ou com uma corrida com outros cahcorrinhos por um campo florido.
É... é uma delícia sentir que o amor é tão simples assim (e não é), tão complicado...
Vou começar a viver mais o que pregamos, quem somos.
Uma parte de mim é assim:
Quando decidi amar os seres por serem seres e pelo fato simples de terem um coração, igual ou muito parecido com o meu, decidi também não come-los.
As vaquinhas no Texas eram as minhas amigas (que bucólico!). Eram as únicas que me acompanhavam do ponto do ônibus até a porta da minha casa – já que morava numa casinha que ficava entre uma fazenda e um cemitério, não havia muitos “seres” na região.
Depois da primeira vez que isso aconteceu, fui correndo contar que tinha novas amigas para minha irmã postiça (norte)americana e ela simplesmente caiu na gargalhada, mencionando o fato de que eu era mesmo uma bobinha. Silly, silly girl… tsc tsc tsc.
Mal sabia ela que no dia seguinte eu me transformaria na mais nova vegetariana do pedaço. Aqueles seres que olhavam pela minha janela mereciam meu respeito.
Às vezes ainda me lembro da carinha delas e de que realmente elas me seguiam! Algo impressionante, quase uma afirmação do meu amor enorme por tudo que é vivo. Como eu amo a vida, em todos, sim meu bem...
Como amo ver aqui ao meu lado minha menor companheira, pequena filha e irmã que tem meus olhos e meu cabelo intransigente, respirando profundamente enquanto sonha com algum osso ou com uma corrida com outros cahcorrinhos por um campo florido.
É... é uma delícia sentir que o amor é tão simples assim (e não é), tão complicado...
26.12.06
que desgaste....
e eu penso.
ligo a tevê, e penso.
ouço quem quer dizer o que tem a dizer
e penso.
sento na cadeira
na calçada
no banco do carro
e penso.
olho pra você e
penso.
penso no que tenho nas mãos, no que pode ser feito, no que pode ser deixado e então
penso.
penso no tratado, no arranjado, nos conselhos.
penso mais uma vez
no que não se deixa ser pensado.
repenso.
desato nós.
remendo.
corto cordas.
prendo pensamentos.
dou asas às fadas, deixo de lado o que resta.
penso.
penso em trinta tempos, um tempo que ontem foi sonho.
(hoje é realidade)
penso.
pensar, pensar é inerente ao ser pensante.
que pensamento... brilhante!
ligo a tevê, e penso.
ouço quem quer dizer o que tem a dizer
e penso.
sento na cadeira
na calçada
no banco do carro
e penso.
olho pra você e
penso.
penso no que tenho nas mãos, no que pode ser feito, no que pode ser deixado e então
penso.
penso no tratado, no arranjado, nos conselhos.
penso mais uma vez
no que não se deixa ser pensado.
repenso.
desato nós.
remendo.
corto cordas.
prendo pensamentos.
dou asas às fadas, deixo de lado o que resta.
penso.
penso em trinta tempos, um tempo que ontem foi sonho.
(hoje é realidade)
penso.
pensar, pensar é inerente ao ser pensante.
que pensamento... brilhante!
"enough!"
o que aprendi com Michael Moore...
"It's not a matter of whether the war is not real, or if it is, Victory is not possible. The war is not meant to be won, it is meant to be continuous. Hierarchical society is only possible on the basis of poverty and ignorance. This new version is the past and no different past can ever have existed. In principle the war effort is always planned to keep society on the brink of starvation. The war is waged by the ruling group against its own subjects and its object is not the victory over either Eurasia or East Asia but to keep the very structure of society intact." - George Orwell

é o suficiente pra você? pra mim é...
25.12.06
depois do natal, o primeiro dia de vida
logo aprendi que basta negligenciar o que se sente pra que o fogo se apague. e no meu caso, basta negligenciar para que o fogo se transforme em dor, e no fim a dor maldita se transforma em casca dura e grossa. santíssima protetora do meu bem querer: meu desejo. não é só inconcebível a minha raiva, é dolorosa. não é só minha essa dor. não é só bem entendido que no mundo há uma camada de seres confundidas por humanos, mas dignas de masmorras pelo mal impregnado em seus corações. às vezes olho em volta e me sinto em épocas medievais. e o som no meu rádio já não é tão diferente das cornetas e dos bumbos estrondosos dos campos de batalha. batalha corpo a corpo, alma contra alma. mas será que só assim algo é construído? ao som de motins e espasmos musculares, dentes fervorosos em colapso por medo do fim. será que é só assim? ao fim o medo toma conta?
há um certo tempo as vozes que me falam de coisas do mundo deixaram de serem vozes. descobri por acaso que era tudo meu. por ser meu, há algum mérito em se entregar à sensação de que nem neve nem fogo pode por fim a isso? há algum mérito em simplesmente saber que o único botão que há de salvar algo que ainda resta de bom será pressionado apenas e em conclusão por algum irmão meu, algum ser que é ao fim, humano?
há um certo tempo as vozes que me falam de coisas do mundo deixaram de serem vozes. descobri por acaso que era tudo meu. por ser meu, há algum mérito em se entregar à sensação de que nem neve nem fogo pode por fim a isso? há algum mérito em simplesmente saber que o único botão que há de salvar algo que ainda resta de bom será pressionado apenas e em conclusão por algum irmão meu, algum ser que é ao fim, humano?
Assinar:
Postagens (Atom)


