16.2.07

desecration IS the smile upon my lovely face...

introduction:

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gente... i must confess... tá difícil ficar sem eles esses dias. sei lá porque! eles foram a minha salvação nos dias de terror que vivi sobre o manto seco e pesado dos mormons texanos (se você é mormon, i'm sorry, life sometimes suck!) e me salvaram mais algumas inúmeras vezes quando a vida parecia extremamente inútil de ser mantida... so, here i go again (ao meu vício, meu eterno vicío...)

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All alone not by myself. Another girl bad for my health... I've seen it all thru someone else (Another girl bad for my health). Celebrated but undisturbed, serenaded by the terror bird. It's seldom seen but its never heard (Serenaded by the terror bird). Never in the wrong time or wrong place, desecration is the smile on my face. The love I made is the shape of my space. My face, my face...



I love the feeling when it falls apart, disintegrated by the rising sun, a rolling black into oblivion. And I'd like to think that I'm your number one, But (I'm rolling black out of oblivion)... I wanna leave but I just get stuck. A broken record runnin' low on luck... There's heavy metal coming from your truck. I'm a (a broken record runnin' low on luck)... Never in the wrong time or wrong place, desecration is the smile on my face. The love I made is the shape of my space. My face, my face... We could all go down to Malibu and make some noise. Coca Cola doesn't do the justice, she enjoys... We could all come up with something new to be destroyed... We could all go down. I'm slow to finish but I'm quick to start and beneath the heather lies the meadowlark, and I'm (Slow to finish but I am quick to start)... Never in the wrong time or wrong place, desecration is the smile on my face, the love I made is the shape of my space...
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My face, my face...

15.2.07

these are the melancholy mechanics...

em um tempo muito ruim, você que é assim, desse jeito que você é, só consegue se manter vivo com carne que fica confortável quando encosta na sua. ela tem que encostar e fazer você se sentir saciado, cheio de amor pra dar. só olhando pela janela, vendo o mar que não é mais tão azul quanto deveria ser, os pássaros voando em direções contrárias, o vento soprando as folhas para o leste em vez do norte, não dá... o mundo pesa e ele deixou um desenho profundo no canto do seu lábio. como uma faca afiada deslizando na direção do seu pescoço. você gosta do gelo da navalha na sua pele, eu sei. os olhos já até se acostumaram com todas as tendências, todas as linhas tênues e ríspidas entre a verdade e a ficção. assim, você pensa, fica difícil não acreditar que a raça humana por decreto, é corrompida. por natureza é maleável. por amor é livre. essa liberdade, quando está silêncio e você está sozinho, é dolorida. é como uma buzina no seu ouvido. um som que teima em te atormentar e por isso você se força, e por isso ela te aprisiona. serenidade não é sinônimo de bem estar. pra você, serenidade é o seu barulho. é aquela faca no pescoço. é a corda bamba e os seus olhos molhados. constantes. fixos. se o mundo se perdesse agora, seu instinto de sobrevivência não falaria mais alto. seu instinto de solidariedade sim (não em relação à humanidade). você correria pra salvar quem te tira de sua liberdade estreita e te põe na lua. a lua, você diz, é o melhor lugar do mundo para um terráqueo como eu. a água não te assusta, o céu sim. e suas pegadas na areia não permanecem muito tempo. sua sombra já apagou... minha pequena razão, no fundo da cabeça, querendo passear por aí, me disse que te encontrou perdido na rua. mas também disse que você não estava tão perdido assim. ela disse que você finje bem mas que também não finje tão bem assim... não pra alguém como eu que fareja dor a oceanos de distância.
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i wait for the wave to break...

14.2.07

that's probably why i stare so much at you...


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"I'll do that all the time. I'll stare into anything that reflects."
E. Hawke - Ash Wednesday
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tudo na caixa lilás

deu a louca em mim.
fiquei doente do pé.
meu corpo estremeceu e eu pensei "não tenho nada que escrevi guardado. nada organizado!".
a sacudida do desespero fez crescer em mim a minha compulsão por memórias. saí fuçando nas prateleiras, nas caixas que deixam meu quarto ainda mais bagunçado, nas gavetas, debaixo das botas e dos tênis, dentro das bolsas antigas, na mochila guardada e no carro... encontrei mais coisa do que eu lembrava que tinha escrito.
diários incompletos, blocos de anotação, disquetes, folhas de fichário, cartas para pessoas imaginárias, poesias escritas por mim e por minha antiga companheira de loucuras livia demarchi, bilhetinhos e cadernos capengas... muita loucura em tão pouco tempo!
lembrei que tinha pouquíssimas fotografias reveladas, todas estão em computadores alheios!
porque eu não tenho um computador!
gravei milhares delas em um cd e mandei revelar e...
pronto!
muitas memórias agora todas em uma caixa enorme e lilás!
só pra ocupar MAIS espaço no meu quarto.
pra ocupar MAIS espaço no meu coração.
o resto eu jogo tudo fora...
odeio guardar coisa mas essas coisas, essas memórias, são preciosas porque são os itens que não falham em mostrar quem eu sou.
achei um papelzinho escrito jogado em uma bolsa que coloquei também em minha caixa lilás que dizia assim:
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"olho para trás e não vejo nada. sou uma retrospectiva do meu futuro."
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achei fantástico!
era minha a frase e até lembrei do dia que a escrevi. lembrei de onde estava, da sensação que me fez escrever aquilo...
depois que a poeira baixa é que sabemos que o que a gente mais quer esquecer é o que mais contribui para nossa personalidade e para nossa existência futura.
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agora isso faz muito sentido para mim...

13.2.07

is hapinness a warm gun? bang bang shoop shoop...

e na rua a festa é regada à cocaína em bandejas de prata, pra todos que querem ver o poder do desespero... e nas mansões a festa é regada à cocaína em bandejas de prata, pra ninguém ver o poder da falta de respeito... e no meu coração a festa é regada a doce tarefa de sorrir. ouvir o tempo perdido entre a inocência e a malícia descomunal das missas de domingo, pra todos que querem ver o poder do amor. e mesmo assim eu ligo o meu mp3 player rosa pra tocar blackbird. porque por toda a minha vida eu só estava esperando esse momento aparecer...
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Blackbird
Paul McCartney
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Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise.
Blackbird singing in the dead of night
Take these sunken eyes and learn to see
All your life
You were only waiting for this moment to be free.
Blackbird fly
Blackbird fly
Into the light of the dark black night.
Blackbird fly
Blackbird fly
Into the light of the dark black night.
Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise.

12.2.07

pequenos corações e uma história humana




ontem assisti ao filme little children, que absurdamente traduziara
m para pecados íntimos. não tem pecado nenhum ali!
para mim esse filme é a antítese do fervoroso babel. peço desculpas a todos aqueles que são fãs da falta de esperança no humano retradada por alejandro gonzález iñárritu e que enchem a boca pra falar que "esse filme sim retrata a realidade". eu também acredito nessa realidade mostrada no filme, o meu problema com ele é que acredito demais que todo ser-humano merece a liberdade de tudo aquilo que faz sofrer e o que me tocou na história de little children foi essa verdadeira "fé" - se quiser chamar disso - nos seres humanos e na capacidade que todos nós temos de nos instigarmos... até chegarmos à nossa própria verdade. estamos tão perdidos nesse mundo frio que acabamos escolhendo a primeira opinião bem formada que encontramos em vez de procuramos resgatar mais de nós mesmos. talvez por falta de tempo... falta de vontade ou até por não sentir falta de tal discussão interna. aceitar o que é pronto e mastigado é uma delícia... encanta os fracos e fortalece quem precisa procurar por quilômetros e quilômetros pelo seu pão de cada dia...
retornando ao filme, o nome diz tudo. ali são todos pequenas crianças, aprendendo a viver quando toda a sociedade em volta massacra qualquer faísca de sonho, de possibilidade, de amor.
enfim, não tem o que se falar a respeito da sensação que tomou conta de mim após o filme... só sei que fazia tempo que não via alguém com a mesma visão calorosa que tenho a respeito da humanidade. sei que parece absurdo, mas ainda acredito nela... acredio que em algum ponto ela será o que na origem foi e não terá mais que sofrer e nem fazer sofrer... eu acredito porque sei que será assim...
e vendo só filme que desmente toda essa esperança vai ficar difícil fazer alguém acreditar em mim!

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have a nice day, sunshine.

10.2.07

specially in california's north coast

está tão perto...
uma casa de madeira assim meio clara, com cara de gasta, não é?
sim é sim!
um jardim, e depois dele um campo aberto... lá ao fundo algumas montanhas, um ar de flor de campo mesmo tendo poucas em volta... eu sei.
você sabe mesmo.
um dia azul, aquele calorzinho com brisa, né? os grilos começando a reclamar, né?
nossa... é sim!
o som que você deixou ligado lá fora, dá pra sentir o baixo aqui no chão, debaixo dos nossos pés. e você tá com aquela jardineirazinha, de saia, all star preto, cabelo todo desgrenhado!
eu sempre tô com o cabelo assim!
é mesmo... mas eu tô vendo isso aí que você tá sentindo. tá perto mesmo. e tem aquele golden que você quer, que parece de comercial de purina!!! e o labrador, nossa como ele corre! a pequenina sem raça tá até cansada de tanto correr atrás dele! você vai me levar pra pegar madeira lá naquela casinho no fim do jardim?
mas é claro, né!
e a gente entra e você faz um jantar gostoso...
sim, faço sim...
eu já tô sentindo o cheirinho de manjericão! meu deus, você ama esse negócio! e depois do jantar a gente vai até o fim da estrada pra ficar no penhasco assistindo as luzinhas lá de baixo?
com certeza, amor...
que delícia! to sentindo, tá tão perto...

denovo!?

começa com um pé, termina com uma mão.
o pé dá o primeiro passo
e o dono desse pé dá a mão para aquele que quer arrancar dele o coração.
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-ah... mas que história mais batida essa.
-é né? fazer o que, é a história mais repetida do mundo!
-e você tem que ser tão previsível?
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silêncio ensurdecedor.
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-sim, preciso ser assim tão previsível, já que é pra ser qualquer coisa...

só não muda muuito...


hey, what would you say if I changed?
changed everything but my name...


play it again and I'll come around, I'll come around
but not for the last time...

tá, desabafo rápido

Globalização não reduz
pobreza no mundo, diz ONU*
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meu deusinho... QUEM DISSE QUE RESOLVERIA!?
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